Arquivo para novembro, 2015

Festa incompleta

segunda-feira, novembro 30th, 2015

Chapecoense 1×3 Goiás

 

Fora de campo a Chapecoense preparou uma festa bonita, com homenagens aos principais técnicos de sua história, presença de catadores do projeto de reciclagem, alunos de escolas municipais e os meninos e meninas da terceira idade da Cidade do Idoso.

Dentro de campo a Chapecoense parece ter se esquecido de jogar. O primeiro tempo foi um desastre e já estava ao final dele 2×0 para o Goiás.

Veio a segunda etapa e uma reação da Chapecoense com um gol logo aos 40 segundos. Parecia que o quadro mudaria, mas foi uma falsa melhora, tanto que o terceiro gol foi uma consequência dos desencontros do time e de uma bola parada, mais uma, de Fred, que foi o diferencial do jogo.

O time da Chapecoense não entrou no clima da festa e da importância de se despedir do seu torcedor com uma vitória. O time não entendeu a importância da vitória visando a entrada na Copa Sul-Minas-Rio e uma grande arrecadação financeira na cota de TV.

O técnico Guto Ferreira chegou a pedir publicamente desculpas ao torcedor, pela fraca atuação de seus comandados. Chegou a falar em prepotência do time em campo.

Então faltou humildade, faltou futebol e foco. A derrota foi apenas uma consequência.

Resta agora encarar o Atlético Mineiro e fechar a conta do ano.

Ao final o presidente Sandro Pallaoro se desculpou com os torcedores. Um gesto de desprendimento, mas é imporante dizer que a diretoria e o marketing deram um banho. Foi o time em campo que destoou.

Empresário do Ano

sexta-feira, novembro 27th, 2015

O presidente da Chapecoense. Sandro Pallaoro, foi eleito na noite de quinta-feira o Empresário do Ano, em mais uma iniciativa da Associação Comercial de Chapecó.

O fato me fez pensar e lembrar quando aqui cheguei para trabalhar, há 10 anos A Chapecoense estava para fechar as portas. Devia R$ 1 milhão, soma que era considerada impagável a época. Sugeriram que o nome do nosso time de futebol fosse trocado. Uma diretoria foi montada, os entes políticos se uniram, buscaram dinheiro de porta em porta, reconstruíram nosso estádio que se transformou em arena, conquistaram campeonatos, todos os acessos do futebol brasileiro e a Chapecoense está confirmada para a sua terceira participação consecutiva na elite do nosso futebol.

A maior divulgadora de Chapecó hoje é a Chapecoense.

Uma entidade que devia R$ 1 milhão e estava para fechar as portas, hoje tem orçamento anual superior aos R$ 40 milhões e está com todas as suas contas absolutamente em dia. Tudo foi construído por muitas mãos e mentes.

Muita gente boa, de ideias arejadas e de espirito empreendedor assumiu sua parte no processo e juntos construíram um projeto inovador em gestão de futebol e com muita clareza e seriedade levaram a Chapecoense para o grupo seleto dos 20 principais clubes de futebol do Brasil. É uma obra gigantesca e que reflete exatamente o que é Chapecó. Como os projetos aqui são concebidos, executados e cuidados.

A eleição de Sandro Pallaoro, como Empresário do Ano, nada mais é do que o resultado de tudo o que foi realizado na recuperação da entidade.

O Sandro merece o reconhecimento, pois é o timoneiro do projeto, mas tenho certeza que ele divide a importante honraria com todos os seus pares, com todos os seus parceiros de projeto, com todos aqueles que verdadeiramente colocaram mãos a obra para fazer da Chapecoense uma referência nacional em gestão esportiva.

O troféu de Empresário do Ano é um destaque muito importante e tratado com muito zelo pela ACIC, portanto, receber tal comenda, referenda uma atuação realmente diferenciada no cenário empresarial de uma das mais importantes cidades do Sul do Brasil.

Parabéns Sandro Pallaoro pelo reconhecimento. Parabéns Chapecoense, que encerra a temporada com mais um troféu no armário.

Ganhar por vários motivos

quinta-feira, novembro 26th, 2015

A Chapecoense tem muitos motivos para ganhar o jogo contra o Goiás na tarde de domingo, aqui na nossa Arena.

Deve ganhar por que se joga para ganhar e não desfilar em campo, mesmo que a conta esteja praticamente fechada.

Deve ganhar para encerrar esse negócio de ranking que sempre causa dúvidas em relação à Primeira Liga.

Deve ganhar para calar a boca de alguns que adoram criar caso e são adeptos da teoria da conspiração que determina que a Chapecoense vai perder o jogo para prejudicar os outros catarinense. Eles não se lembram que as outras equipes de SC realizaram ou realizam campanhas medonhas, que uma foi rebaixada com antecedência e nunca saiu da zona de rebaixamento, que tem uma que está com salários atrasados e desorganizada como ele só e outra se arrasta em campo neste reta final de competição. Mas para eles a culpa é da Chapecoense.

Então, para encerrar essa conversa mole e para fechar as contas de uma vez e depois jogar em Minas       Gerais com o sangue bem docinho, é ganhar do Goiás e azar o dele se não teve competência para não ser rebaixado.

Nada contra o Goiás, mas ser acusado de traidor do futebol de Santa Catarina e de outras baboseiras, que vão desde a mala branca e passa pela mala preta e segue por um caminho bem desagradável, não é possível.

O que eu ouvi e li durante a semana foi de tirar a paz de um monge tibetano. Como tem gente com mente fértil, mas fertilizadas por adubo orgânico, como se tivesse uma ligação do intestino grosso direto com suas mentes.

quarta-feira, novembro 25th, 2015

Endividamento do futebol

 

A MP 671, chamada de MP do Futebol ou Profut, foi sancionada pela presidente Dilma Rousseff no dia 05 de agosto de 2015. Tratado como salvação para os clubes brasileiros, o Programa de Modernização do Futebol Brasileiro permite que as agremiações parcelem seus débitos em até 240 meses (20 anos), com 70% de redução no valor das multas, 40% dos juros e 100% dos encargos legais. Dívidas relativas ao pagamento do FGTS poderão ser parceladas em até 180 meses. O prazo para adesão termina no dia 30 de novembro, mas a entrada no Profut divide opiniões entre os clubes. Relator da MP, o deputado federal Otávio Leite defende que o prazo para adesão seja prorrogado por pelo menos um ano.

A situação é a seguinte:

Clubes que aderiram ao Profut:
Corinthians, Atlético-MG, Flamengo, São Paulo, Atlético-PR, Fluminense, Figueirense, Avaí, Vasco, Vitória, América-MG, Bahia e Ceará.

Ainda vão aderir:
Grêmio, Santos, Internacional, Cruzeiro, Ponte Preta, Joinville, Botafogo, Náutico, Sampaio Correa, Paysandu, Luverdense, Paraná, Oeste-SP, Atlético-GO.

Analisam adesão:
Palmeiras, Coritiba, Goiás, Bragantino, CRB-AL, ABC-RN, Mogi Mirim.

Não vão participar:
Sport, Santa Cruz, Criciúma, Chapecoense, Macaé e Boa Esporte.

Dos que tenho certeza que estão com as contas em dia são a Chapecoense, o Criciúma e o Sport. Sobre o Santa Cruz nada sei, assim como o Macaé, mas o Boa Esporte me parece ser outra realidade. O time seria tocado por empresários do ramo zoológico, bicheiros no caso.

Endividamento do futebol II

As dívidas dos 100 maiores clubes brasileiros somam um montante de mais de 2 bilhões de reais (2.327.270.796,95). Entre os maiores devedores, já aderiram ao Profut: Flamengo R$ 350 milhões, Corinthians R$ 240 milhões, Atlético-MG R$ 235 milhões, Fluminense R$ 215 milhões e Vasco R$ 200 milhões.

Os dois clubes de maiores torcidas são os maiores devedores. Três grandes do Rio de Janeiro estão na lista. O Atlético-MG, um gigante, também está lá.

Impressionante a incapacidade de gestão do nosso futebol. Não existe outra saída a não ser a renegociação, mas ela precisa estar atrelada a um controle forte e a uma aplicação da lei na sua plenitude, caso contrário eles não pagarão a conta velha e farão uma nova e bem grande. A lei contempla tudo isso, mas precisa ser respeitada.

A Chapecoense não vai aderir ao programa porque não necessita. Já faz algum tempo, negociou suas dividas fiscais, que eram pequenas, paga as parcelas em dia e tem todas as negativas. A Chapecoense sai prejudicada? Não, pois paga apenas as contas vincendas, já os outros as vincendas e as vencidas, são dois boletos.

FONTE: globoesporte.com

Rivalidades, sábias e burras

terça-feira, novembro 24th, 2015

Eu entendo a rivalidade no futebol, mas não consigo entender o sentimento de alguns que enxergam nos torcedores contrários, inimigos.

A rivalidade sadia, a concorrência inteligente, na verdade são a mola propulsora de todo o grande negócio que se chama futebol.

O sentimento de inimizade, a xenofobia, a raiva desmedida, são sentimentos menores e doentios.

Vibrar com a derrota de um time contrário mesmo quando a derrota não lhe beneficia, se torna incompreensível.

O futebol do Rio Grande do Sul se polarizou por muito tempo e hoje paga a conta. Era Porto Alegre e Caxias do Sul. Na Serra Gaúcha os times estão quebrados. Em Porto Alegre eles aniquilaram por muito tempo a possibilidade de o interior crescer. Em Pelotas com o Brasil a chama reascendeu.

Aqui em SC não existe polarização. Hoje são quatro praças importantes e cinco times de destaque nacional. Chapecó, Florianópolis, Joinville e Criciúma tem história para contar. A rivalidade é saudável, mas não aceito que se mantenha o velho expediente a velha mania de odiarmos o Litoral, que por sua vez detesta o Oeste, que reclama do Sul e que faz pouco do Norte.

Antigamente, os antigos radialistas, utilizavam-se de discursos carregados de rancor com outras regiões para fazer moral em casa. Hoje a comunicação está globalizada. O que escrevemos e falamos tem amplitude maior e com isso aumenta também a nossa responsabilidade.

Não existe mais espaço para ódios e pregações absurdas.

Vamos torcer por nossos clubes, pela individualidade, mas tenhamos a sabedoria de saber o valor do coletivo.

Juntos, somos mais fortes.

 

O Figueirense se ferrou

domingo, novembro 22nd, 2015

Figueirense 0×0 Chapecoense

 

Começando, não foi um belo espetáculo de futebol. Emoções apenas no segundo tempo e uma atuação espetacular de Nivaldo. A Chapecoense jogou leve, já Figueirense com um peso de responsabilidade gigantesco e o time não soube se comportar de forma adequada.

A falta de qualidade do elenco do Figueirense salta aos olhos. É um time com severos limites na conexão de meio de campo e nas finalizações e a questão de chegar a penúltima rodada com pontos ainda insuficientes para se salvar, nada mais é do que um reflexo.

Nesta temporada a Chapecoense chega com pontos de sobra, exatamente porque montou sua melhor equipe desde a chegada ao cenário nacional e desta forma encarrou todos os adversários com determinação e assim deve chegar aos 50 pontos, muito acima da projeção inicial.

Agora a semana se volta para a renovação de contrato do técnico Guto Ferreira, que está bem encaminhado, mas que ainda necessita de alguns detalhes para o acerto, mas é fato que ele já está colaborando no planejamento para a temporada 2016.

Aumento de estrutura, contratações marcantes, financeiro sempre em dia e um grande calendário para o ano que vem deve motivar a renovação.

Ele só deixa de renovar se o mercado lhe apresentar uma oferta muito tentadora e isso pode acontecer.

 

Vitória consagradora

sexta-feira, novembro 20th, 2015

Chapecoense 1×0 Internacional

A Chapecoense foi melhor do que o Inter durante a maior parte do jogo de ontem, que começou conturbado.

Houve atraso de uma hora devido à chuva e a falta de energia elétrica.

Com a bola rolando foi um bom jogo de futebol, com determinação dos dois lados e um jogo limpo, apesar do gramado muito molhado.

Arbitragem de muita qualidade, que soube definir os lances importantes e capitais.

Agora a Chapecoense está definitivamente mantida na Série A e com pontos que lhe dão a capacidade de buscar uma Sul-Americana e a Copa Sul-Minas-Rio no tal do ranking na briga com o Criciúma.

Outro momento marcante da noite foi à longa conversa entre Sandro Pallaoro e Argel Fucks. Fim de papo nas polêmicas e nas armações tentadas durante a semana.

Mais uma vez a Chapecoense teve uma atuação madura, de um time que sabe o que quer e muito bem treinada por Guto Ferreira, um técnico que fez toda a diferença.

Agora a Chapecoense se organiza para jogar em Florianópolis contra um ainda desesperado Figueirense e mesmo com a equação de fuga do rebaixamento já resolvida, quer buscar pontos para ser mais na competição.

Uma noite para ser lembrada por muito tempo. Vencer o Inter é sempre um grande feito.

FOTO – CLEBERSON SILVA-ASSESSORIA CHAPECOENSE.

Chapecoense x Internacional

quarta-feira, novembro 18th, 2015

Foi-se o tempo em que os colorados pensavam que o jogo já estava jogado e três pontos já estavam certos na tabela de classificação.

Foi-se o tempo em que a Chapecoense era tratada como galinha morta, como uma intrusa na Série A e como o time que todos bateriam.

Foi-se o tempo do desrespeito por parte de alguns da imprensa de fora daqui que sem conhecer o terreno decretavam que na Arena Condá a torcida do Inter seria maior do que a do time da casa.

Hoje existe respeito e não apenas pela goleada recente aplicada sobre o Inter. O respeito existe porque a Chapecoense se fez respeitar, seja pelos resultados de campo ou pela construção de um projeto forte, bem feito e tocado com seriedade.

O jogo de quinta-feira a noite é importante para a Chapecoense, pois ela tem ainda metas a serem alcançadas, mas é mais importante ainda para o Inter, que precisa ficar perto do G4, para que o Gre-Nal represente a possibilidade de um verdadeiro pulo do gato.

Vivemos um tempo em que o maior nome do Inter, D’Alessandro, fez questão de destacar que o nível de dificuldade do jogo de hoje é grande e que o Inter terá de lutar muito.

É assim, respeite para ser respeitado, mas lute muito para vencer.

D’Ale e a Chape

terça-feira, novembro 17th, 2015

Palavras de D’Alessandro após o treino do Inter nesta terça-feira: – “Vai ser complicado. Temos que lembrar o que aconteceu ano passado para levar para dentro do campo.

Podemos ganhar da Chapecoense quinta, respeitando, correndo, jogando. Estamos preparados”, disse D’Ale.

O respeito se conquista com muita luta, que nos leva a triunfos grandes, significativos.

A Chapecoense faz por merecer pelo que fez em campo. O maior nome do Inter prova isso.

Catarinense 2016

terça-feira, novembro 17th, 2015

O grande problema de um regulamento bom, correto, esbarra nas datas. O Campeonato Catarinense de 2016 começou a ser discutido pela Associação de Clubes e na sexta-feira cai na mesa da Federação Catarinense de Futebol para, quem sabe, ganhar forma.

Sou defensor da fórmula que contém turno e returno, sendo que os campeões de cada fase decidam o título e se um mesmo vencer as duas fases, é campeão direto.

Assim deveria ser a fórmula das Séries A e B nacional.

O problema fica por conta das datas. Com a chegada da Copa Sul-Minas-Rio, ficará ainda mais apertado.

No caso de SC a solução futura seria diminuir o número de clubes de 10 para oito, pois tal número contemplaria quem realmente tem condições e algo de bom para apresentar. Já fui um defensor de um campeonato com 12 clubes, mas as entidades não se ajudam não se firmam e apenas roubam espaço e datas.

A boa noticia é que não ficará muito longe de um esquema de pontos corridos e as fórmulas malucas ficarão de lado, evitando chacotas e deformações inaceitáveis.

A Chapecoense esteve representada na primeira reunião e já é uma defensora dos pontos corridos desde o ano passado.

Entre os clubes ainda não houve unanimidade.

Pressão por título

Cresce entre torcedores, crônica esportiva e até mesmo internamente na Chapecoense uma pressão pela conquista do Campeonato Catarinense de 2016. É muito bom!

Na verdade precisa ser uma pressão inteligente, uma meta a ser estabelecida, que como qualquer meta pode ou não ser alcançada.

O que não pode é a cada derrota ficar cobrando e criando clima ruim.

A condição da Chapecoense, hoje, é de ponta no futebol catarinense. É a equipe mais bem colocada na elite nacional e está confirmada para a Série A 2016, portanto, nada mais natural que existir uma cobrança por título.

Na atualidade para a Chapecoense e viabilidade é ser campeã catarinense. Em outras competições é ainda pretencioso.

A última conquista foi em 2011 sob o comando de Mauro Ovelha. E que bom que aqui valorizamos o nosso campeonato estadual, sabemos a importância dele e temos um certame muito competitivo.