Arquivo para maio, 2016

segunda-feira, maio 30th, 2016

 

 

 

Está sendo bastante debatido o fato de o técnico da Chapecoense optar por revezar no ataque as escalações de Bruno Rangel e Kempes.

 

Por ser uma competição longa e por terem características diferentes, creio serem estes os motivos de escolhas alternadas por parte do técnico.

 

Quando existe a necessidade de uma marcação forte na saída de bola do adversário a opção é por Kempes. Quando a opção é por um homem mais centralizado na área, mais de referência de área é Bruno Rangel é a escolha.

 

O fato é que o debate está aberto.

 

Eu optaria pelo Bruno Rangel na maior parte do tempo. Seria ele o meu titular, apesar de não ser um marcador de saída de bola, mas ele está em uma fase em que a bola procura ele. Ele é mais efetivo do que Kempes na hora de decidir. Os números de Bruno Rangel provam.

 

Nada contra Kempes, muito antes o contrário, ele poderia ser utilizado em jogos mais específicos.

 

O que não vemos é a parte interna do processo. O aproveitamento nos treinos, os índices nos trabalhos físicos, as avaliações fisiológicas relacionadas as condições de cada um e a possibilidade de uma lesão acontecer. Hoje a Chapecoense tem todas as ferramentas modernas para avaliar o elenco de forma individual.

 

No caso de Bruno Rangel, ele não é mais um jovem, conta com 34 anos, ou seja, não tem mais a capacidade de um Dener que atua em todos os jogos.

 

O Kempes também não é mais menino, está com 33 anos.

 

Os números conhecidos e aquelas informações internas que apenas o vestiário da Chapecoense tem acesso, devem ser considerados.

 

Eu escolheria sempre o Bruno Rangel como titular, mas entendo as escolhas do Guto Ferreira, pois tive acesso a informações de rendimento em treinos que referendam as opções do técnico.

 

O revezamento tem motivos maiores do que apenas uma escolha do técnico.

 

 

 

Chape merecia a vitória

domingo, maio 29th, 2016

Chapecoense 1×1 Santa Cruz

 

Não deu, ficou no empate com o cascudo time do Santa Cruz, mas o placar igual foi o mínimo que poderia se aproximar de algo justo.

No primeiro tempo um lance de menos pegada e o gol deste Santa Cruz que vai aprontar muito na Série A. Eles são rápidos e não perdoam erros. Foi assim na Arena Condá. No primeiro tempo foi isso.

Veio a segunda etapa e com ela uma nova Chapecoense, que amassou o Santa Cruz, o empurrou impiedosamente para seu campo e jogou muito mais, mas a danada da bola não entrava. Se vendo perto de levar o gol o Santa Cruz recuou seu time inteiro para o campo de defesa e mostrou a sua pior face, a de um time violento e que bate pesado no adversário. A Chapecoense não se intimidou, foi pra cima, e fez a zaga adversária trabalhar como ainda não havia trabalhado na temporada. Aos 38 minutos da etapa final o cruzamento de Silvinho, a antecipação de Lucas Gomes e a luta dele e Tiago Costa do Santa Cruz, a bola bate no defensor adversário entes de entrar, e assim estava decretado o empate.

Uma pena que o gol saiu apenas perto do final, pois e se a bola entra lá pelo 20 minutos o Santa Cruz não seguraria a Chapecoense.

Desta forma mais um ponto está na conta de cada uma das equipes, que seguem invictas na competição após quatro rodadas. Para o Santa Cruz o resultado foi melhor porque foi fora de casa, mas para a Chapecoense o ponto deve ser valorizado, pois do outro lado estava a melhor equipe da competição e não é um acaso, é que eles estão jogando muito mesmo.

O que fica também deste jogo é que a Chapecoense mostrou aos outros 18 times da Série A como se faz para amassar o Santa Cruz. O segundo tempo da Chapecoense foi de total superioridade.

Se fosse obrigado estabelecer um vencedor, este seria a Chapecoense. Jogou mais.

A vitória escapou no final

quarta-feira, maio 25th, 2016

Flamengo 2×2 Chapecoense

 

O Flamengo buscou o empate na última bola do jogo, em um pênalti. Faltavam 20 segundos para o jogo encerrar, mas ainda havia uma bola.

O resultado foi muito bom, não resta a menor dúvida, mas ficou aquele gosto amargo de uma grande vitória que escapou na bola derradeira.

A arbitragem foi muito tumultuada e teve sim ingerência no resultado final.

O pênalti na última bola foi um erro de arbitragem, grave, em uma bola que bateu nas costas de Gimenez e no braço colado ao corpo, ou seja, mais um erro entre tantos que marcaram o trabalho do fraco Diego Almeida Real do RS.

Na entrevista coletiva de Guto Ferreira ele disse que a culpa pelo empate no final foi dele. Certamente ele deve ter se arrependido muito por ter colocado em campo Rodrigo Andrade, jogador que nada fez até aqui e foi dele a falta inútil e infantil que gerou na sequência o pênalti. Aí está um jogador que a Chapecoense poderia liberar. Não acrescenta nada.

A Chapecoense saiu de campo irritada, reclamando da falta de atenção, sem transferir responsabilidades e assumindo toda a situação. Isso é muito bom, pois mostra a personalidade forte do time e um elenco que não transfere responsabilidades.

Agora é olhar o jogo de sábado contra o belo time do Santa Cruz que está realizando uma bela competição e que certamente será um grande adversário na noite de sábado.

Para finalizar, destaco a pergunta do colega Douglas Dorneles para Guto Ferreira, sobre a escolha dele quando lançou mão de Rodrigo Andrade. Guto Ferreira disse: Tu és inteligente Douglas, então tu sabes a minha resposta.

O moço em tela, Rodrigo Andrade, deve passar um longo e tenebroso inverno sem sequer ser relacionado. Eu aposto.

Vamos em frente.

Os recados de Guto

segunda-feira, maio 23rd, 2016

A entrevista coletiva de Guto Ferreira, após a vitória sobre o América-MG por 3×1, foi muito além de uma análise do jogo.

Primeiro ele fez questão de esclarecer uma situação que ficou fora do lugar quando recentemente reclamou da atitude de alguns torcedores, que ao contrário de torcer para a Chapecoense, reclamam em demasia. Ele reclamou sim e mandou o recado, no que aliás estava muito certo. Como a repercussão foi grande e negativa, ele inteligentemente preferiu amenizar a enaltecer o torcedor e trazê-los para perto do time e justamente quando a Chapecoense está em alta. Fez o certo agora, mas não errou ao reclamar antes.

Pediu calma com Silvinho (foto). Ele marcou um gol importante no domingo, se esforçou e saiu de campo titular, pois com a lesão de Ananias, quem entra é Silvinho. O técnico Guto Ferreira fez questão de enaltecer que ele trabalha muito e faz de tudo para acertar. Acredito. Já ouvi também do assessor de imprensa, Cleberson Silva, que Silvinho é um profissional muito correto e excelente de grupo.

Perguntado, analisou a situação de Hyoran. Para o técnico falta ao atleta mais massa muscular, não é ainda jogador para tempo inteiro e por isso tem entrado tão bem com a bola rolando, como foi mais uma vez no domingo. Alguns pensam que o rapaz é um craque, um fora de série. Eu já fico com a opção que ele ainda pode vir a ser um grande jogador, mas precisará reforçar-se fisicamente para encarar as dificuldades de uma área congestionada de zagueiros muito mais fortes do que ele. Tem futebol de qualidade, mas a parte atlética está aquém.

A entrevista coletiva foi uma espécie de audiência pública para exorcizar alguns demônios, pedir apoios e enaltecer o esforço de alguns que estão sendo pouco valorizados.

As entrevistas coletivas de Guto Ferreira sempre são muito boas. Ele se expressa bem, chama repórter pelo nome, sabe quebrar o gelo, não escapa das perguntas e se impõe positivamente na bancada.

 

Uma rica de uma virada

domingo, maio 22nd, 2016

Chapecoense 3×1 América-MG.

 

Foi sofrido, mas foi uma delícia, uma vitória de virada, com dois tempos distintos, um com a Chapecoense jogando pouco e na segunda etapa com um jogo propositivo, de controle total do campo e fazendo os três gols da vitória.

Mais uma vez o intervalo de jogo foi bem aproveitado pela Chapecoense, que soube ler o jogo e atestar seus problemas e desta forma corrigi-los.

Uma pena a lesão de Ananias, que saiu ainda na primeira etapa, e se trata de lesão muscular que vai tirá-lo de campo por algum tempo.

Silvinho entrou no seu lugar, jogou de forma confusa, mas foi dele o gol da virada e que bom que ele marcou um gol que lhe dá mais tranquilidade para trabalhar.

O atacante Bruno Rangel mais uma vez foi decisivo ao marcar dois gols e chegar aos 70 com a camiseta da Chapecoense. Um de pênalti e outro de puro oportunismo. Ele faz a diferença em campo.

O América-MG fez o gol de pênalti e se apequenou. Tratou de fazer o anti-jogo, amarrou a partida e pagou o preço, a virada.

De grande importância foi o gol logo aos 2 minutos da segunda etapa, que recolocou a Chapecoense na partida.

A partir daí foi controlar o jogo com maturidade e buscar com autoridade o resultado de virada, sem muita ansiedade, se jogando a esmo ao ataque.

O tempo foi inclemente mais uma vez com o jogo e com os torcedores. Menos de 10 graus de temperatura, chuva fina o tempo todo, pouco mais de dois mil torcedores nas arquibancadas. Faz parte desta época do ano.

Um resultado importante, que coloca a Chapecoense na segunda colocação da Série A e que valorizou o ponto ganho em Porto Alegre contra o Inter.

Agora é quarta-feira em Volta Redonda contra o Flamengo. Não tem vida fácil na Série A. Mas está bom demais para começo de conversa!

Dois campeonatos

quinta-feira, maio 19th, 2016

Existem dois campeonatos dentro da Série A, isso é inegável.

Um campeonato reúne os postulantes ao título e aqueles que lutam por uma vaga na Libertadores da América.

O outro campeonato agrega os que lutam para não cair e para realizar uma campanha digna, buscado uma colocação na primeira página da classificação.

A Chapecoense está na segunda turma, junto com o América Mineiro, adversário da tarde do próximo domingo na Arena Condá.

É um daqueles jogos perigosos, que merece atenção especial, pois é adversário direto na mesma luta.

O América Mineiro surpreendeu ao vencer o Campeonato Mineiro e desta forma quebrou a hegemonia dos dois grandes das Capital.

São duas equipes parecidas, de mesmo porte, sem nada acentuado de vantagem para um dos lados e que, portanto, merece ser tratado como um adversário especial.

Quando a Chapecoense joga contra os grandes, atua quem sabe até mais a vontade do que quando encontra pelo caminho os parceiros do desafio de se manter na elite.

O ponto conquistado em Porto Alegre terá valor se a Chapecoense vencer o jogo aqui no domingo. Uma arrancada boa e sólida faz toda a diferença lá no final da corrida.

A Chapecoense tirou dos ombros a pressão da Copa do Brasil, passou pela primeira vez para a terceira fase, jogará apenas em julho novamente no torneio e desta forma se debruça exclusivamente sobre a Séria A, dando-lhe a devida e necessária atenção.

Com certeza a tarde de domingo vai reservar espaço para um bom jogo de futebol entre Chapecoense e América Mineiro, dois legítimos campeões estaduais.

Equilíbrio entre as partes

terça-feira, maio 17th, 2016

A busca pelo equilíbrio é o grande desafio da vida.

Não importa o setor, seja público ou privado, equilibrar é o desafio.

A diferença entre o veneno e o remédio é a dose.

No começo da temporada, no Campeonato Catarinense, a Chapecoense encontrou um ponto de equilíbrio muito interessante, venceu quase todos, não perdeu para ninguém, foi a que mais marcou gols e menos sofreu e foi para a decisão carregando uma vantagem que se transformou em título.

No returno desequilibrou e depois voltou a jogar melhor, mas ainda sem a hegemonia do começo, ou seja, perdeu o ponto. É preciso reencontrá-lo.

O técnico da Chapecoense, Guto Ferreira (foto), detectou a demanda e disse após o jogo contra o Internacional, no empate em 0×0, que a Chapecoense está defendendo bem, saindo para a transição, mas está pecando na hora de atacar, ou seja, precisa reequilibrar as forças.

Eis o grande desafio e que bom que o técnico reconhece isso, pois outros profissionais que passaram e passam pela mesma situação, invariavelmente evitam comentar os defeitos de suas equipes, se escondem atrás de teorias fajutas e afundam o time antes de perder o emprego. Guto Ferreira está preferindo ser verdadeiro e abriu um debate muito interessante.

Na noite de hoje, frente ao Paraná Clube, é uma grande oportunidade para executar alguns projetos de mudança de postura da equipe, pois precisa marcar ao menos um gol e não pode pensar em sofrer, senão a missão de passar para a próxima fase da Copa do Brasil ficará muito complicada.

A busca do padrão de jogo, a definição do esquema, a chegada dos novos, a análise de suas possibilidades no momento, a escalação e eventualmente uma modificação aqui e outra ali para se adaptar ao jeito de jogar do adversário.

Parece fácil, mas não é! O bom é quando o técnico reconhece as necessidades do seu time. É o começo do acerto.

Missão goleiro

segunda-feira, maio 16th, 2016

Se tem no futebol alguém que não tem vida fácil esse alguém é o goleiro. Uma raça movida a superação e que sempre anda no fio da navalha, entre ser herói e bandido.

Começam os treinamentos mais cedo e sempre saem depois. E quando resolvem se especializar em algo a mais do que a profissão exige, como bater faltas e pênalti e se transformar em um diferencial, caso clássico de Rogério Ceni, o exercício diário é ainda mais árduo. O goleiro aposentado do São Paulo ficava no mínimo mais uma hora treinando exaustivamente suas perfeitas cobranças. Fez história.

Quando Danilo veio para Chapecó carregava o apelido de paredão, que ganhou em Londrina. Entrou na vaga de um ídolo do tamanho de Nivaldo e em seguida caiu nas graças dos torcedores. Profissional correto e dedicado, mas que não está livre de fases ruins e ela veio no ano passado, quando logo na largada se lesionou em uma saída de bola lá na Ressacada. O retorno demorou e ele voltou inseguro, o que é normal. Agora vive uma nova grande fase.

O mercado está de olho em Danilo, o que obrigou a Chapecoense a esticar seu contrato. Motivo de comemoração para o atleta, pois afinal de contas significa segurança financeira para ele e a família.

O que ele fez no Beira Rio no domingo é digno dos grandes goleiros. A forma como ele defendeu o pênalti e como realizou e segunda e mais difícil defesa na sequência da jogada, são uma demonstração cabal de um goleiro qualificado e de um profissional em crescimento.

Dizem do goleiro que onde ele trabalha não nasce grama. Não é uma maldição, é trabalho extenuante.

Dizem do goleiro que ele foi parar lá, debaixo da trave, porque não jogava bem na linha, pode ser, mas a verdade é que é preciso talento e coragem para exercer a função.

Sem falar na convivência com a dor, pelas pancadas sofridas pelos adversários ou dos voos diários em busca da bola. Lá em casa meu neto Victor ensaia ser goleiro. Se vai se criar não sei, mas ele está muito entusiasmado.

Quem sabe não esteja nascendo um novo grande goleiro. Nome bom ele tem.

Jogo ruim e resultado bom

domingo, maio 15th, 2016

 

Internacional 0×0 Chapecoense.

 

Tecnicamente o jogo foi ruim. Pouco futebol, muita marcação, bolas perdidas a vontade e nenhum gol.

O resultado foi bom para a Chapecoense que pontuou fora de casa e contra um gigante do nosso futebol.

O jogo foi muito amarrado, de pouca velocidade e inevitavelmente de pouca qualidade.

A Chapecoense teve a clara proposta de se defender com forte presença em campo, não apenas atuando atrás da linha da bola, mas também marcando mais a frente, deu certo, porque o Inter teve uma chance apenas que foi no pênalti, mal marcado pela arbitragem, que foi defendido magistralmente por Danilo.

Nota dissonante para o zagueiro William Thiego, que mais uma vez foi expulso e de forma infantil, pois no primeiro tempo ele colocou a mão na bola na tentativa de marcar um gol e na segunda etapa fez uma falta dura e foi excluído. Ele não pode mais comprometer a Chapecoense desta forma, Merece uma reprimenda da diretoria.

Taticamente a Chapecoense está jogando com mais marcação e uma linha de três volantes no meio de campo, mas segundo avaliação do técnico Guto Ferreira avalia que está sendo perdida a capacidade ofensiva. Um olhar correto do técnico.

O resultado foi muito bom, não resta a menor dúvida, mas a Chapecoense teve chance de sair do Beira Rio com uma vitória. Ele não veio porque faltou o último toque, a última bola, o acabamento.

A Chapecoense precisa sim investir em contratações.

Agora, o Inter, com uma folha de pagamentos gigantesca, não jogou nada e saiu de campo vaiado. Mereceu.

 

Novidade na Chape

sexta-feira, maio 13th, 2016

 

O meia Arthur Maia está de saída do Vitória. O jogador, que perdeu espaço na reta final do Campeonato Baiano, está a caminho da Chapecoense, onde vai disputar a Série A do Campeonato Brasileiro. Ele assina com o clube de Santa Catarina por empréstimo até o fim da temporada, como contou o presidente rubro-negro, Raimundo Viana, ao GloboEsporte.com

- Sim, está confirmado. Ele vai por empréstimo – afirmou o mandatário.

Revelado pelas categorias de base do Vitória, Arthur Maia, embora fosse tratado como uma joia, nunca conseguiu emplacar no clube. Por diversas vezes, foi preterido na Toca do Leão e emprestado a outros clubes, entre eles Flamengo, Joinville e América-RN.

No início dessa temporada, Arthur Maia começou com a confiança do técnico Vagner Mancini. Ele foi titular em alguns jogos, mas, na reta final do Campeonato Baiano, perdeu espaço no elenco, principalmente depois que Leandro Domingues assumiu a criação no meio-campo. Em 2016, Maia disputou sete jogos e marcou dois gols.

 

FOTO E TEXTO  - globoesporte.com