Arquivo para maio, 2016

Novas regras no mundo da bola

sexta-feira, maio 13th, 2016

 

 

Com apoio do blog do Diori Vasconcelos

 

A CBF decidiu adotar as alterações nas regras do futebol para o começo do Brasileirão 2016. As mudanças, definidas pela International Football Association Board (IFAB), são consideradas as mais abrangentes em toda a história de 130 anos da entidade.

Em resumo, o livro de regras foi reorganizado e atualizado para facilitar a leitura e o entendimento pelos árbitros e por toda a comunidade do futebol. Para se ter uma ideia, cerca de 10 mil palavras foram retiradas para que o texto ficasse mais claro e objetivo.

Mesmo que em caráter simples, houve mudanças em 16 das 17 regras. A única regra que não sofreu alteração foi a de número 2 (que fala sobre a bola).

 

REGRA 3 – OS JOGADORES
- O árbitro poderá expulsar um jogador antes do começo do jogo. Desde o momento em que o juiz entra em campo para a inspeção no gramado, passa a ter esse poder.
- Caso um jogador reserva, substituído ou até um integrante da comissão técnica cause interferência no jogo, um tiro livre direto será marcado e haverá a expulsão do infrator. Exemplo: uma bola está entrando no gol e um jogador reserva que estava aquecendo na linha de fundo invade o campo e impede o gol. O árbitro marcará pênalti e aplicará cartão vermelho. Caso um gandula ou um torcedor ou um elemento externo ao jogo cometa a mesma infração, a partida seguirá sendo reiniciada com bola ao chão. Porém, se um gandula tenta evitar um gol e toca na bola, mas não consegue impedir que a bola entre, o gol será validado.

 

REGRA 4 – EQUIPAMENTO DOS JOGADORES
- O jogador pode voltar com o jogo em andamento após trocar/corrigir o equipamento, que deve ser checado (pelo árbitro, 4ºárbitro ou árbitro assistente) e o árbitro autorizar. Anteriormente, o jogo precisava estar parado, pois a verificação deveria ser feita somente pelo árbitro.

 

REGRA 5 – O ÁRBITRO
- Se ocorrer mais de uma infração ao mesmo tempo, a mais grave será a punida. Ordem de gravidade: sanção disciplinar (vermelho mais grave do que amarelo, etc…); tiro livre direto é mais grave do que tiro livre indireto; infração física (contato) é mais grave do que a não física (mão na bola, impedimento); Impacto tático. Exemplo polêmico: em um escanteio, ao mesmo tempo, dentro da grande área, um atacante puxa um zagueiro e outro zagueiro puxa outro atacante de maneira simultânea. O que o árbitro deve fazer?  Em infrações simultâneas, a mais grave será marcada. Ou seja, pênalti.

 

REGRA 6 – OUTROS ÁRBITROS DA PARTIDA
- Principal mudança foi o nome. Antes, tratava do árbitro assistente. Atualmente, com presença de árbitros reservas e adicionais, o nome da regra foi alterado.

 

REGRA 7 – A DURAÇÃO DA PARTIDA
- Apenas o detalhamento de mais motivos para tempo de acréscimo. Exemplo: pardas médicas, hidratação, etc…)

 

REGRA 8 – O INÍCIO E REINÍCIO DE JOGO
- Entendo que a principal mudança seja o fato de que a bola poderá ser chutada em qualquer direção no pontapé inicial de um jogo. Anteriormente, a bola obrigatoriamente deveria ser chutada para frente. Então, era comum a presença de dois jogadores no tiro de saída. Um deles dava um toque curto para frente e o outro dava o passe para trás. Agora, o toque para frente não é mais necessário.

 

REGRA 9 – A BOLA DENTRO E FORA DE JOGO
- Apenas o esclarecimento de que a bola continua em jogo se, ainda dentro dos limites do campo, bater em qualquer um dos árbitros. Isso inclui árbitros assistentes adicionais. Essas mudanças decorrem do ingresso da figura do árbitro assistente adicional, popularmente conhecido como árbitro de gol.

 

REGRA 10 – DETERMINANDO O RESULTADO DA PARTIDA
- Quando um jogo for decidido nos pênaltis, o árbitro realizará dois sorteios antes das cobranças. O primeiro para definir o lado e o segundo para definir quem começa batendo.

 

REGRA 11 – IMPEDIMENTO
- Houve a colocação de alguns pontos que não ficavam claros pelo texto anterior. Destaco três:
1) A linha que divide o gramado é neutra para o impedimento. Um jogador pisando na linha, portanto, é considerado como no próprio campo e não será punido com impedimento.
2) Ao julgar uma posição de impedimento não serão levados em conta os braços dos jogadores, INCLUSIVE DOS GOLEIROS. A parte referente aos goleiros não estava clara.
3) Posição de impedimento não é infração. Só será no momento em que o jogador estiver envolvido em jogo ativo.

 

REGRA 12 – FALTAS E INCORREÇÕES
- Quando a falta envolver contato físico será sempre tiro livre direto.
- Tentativa de conduta violenta é cartão vermelho, mesmo sem haver contato.
- Nem todo lance de mão na bola é motivo de cartão amarelo. A punição está vinculada ao contexto da infração. Se impede ataque promissor, amarelo. Se impede chance clara e imediata de gol, vermelho.

 

- Infração com contato físico contra o árbitro, oficial da equipe, jogadores substituídos, passa a ser punida com tiro livre direto. Exemplo: com o jogo em andamento (lógico), o defensor atinge o árbitro com um soco dentro da área. O zagueiro será expulso e o árbitro marcará pênalti para o time adversário.
- Falta fora de campo passa a ser tiro livre direto sobre a linha no ponto mais próximo de onde ocorreu a infração. Exemplo: se um jogador, que está nos limites laterais da grande área, mas está fora de campo, ou seja, além da linha de fundo, é atingido por um adversário, o árbitro marcará pênalti. No texto anterior, não haveria falta com o jogador fora de campo.

 

 

- E o mais importante: Quando um jogador impedir um gol ou uma clara oportunidade de gol da equipe adversária com falta de mão deliberada, o jogador deve ser expulso onde quer que a falta ocorra. Quando um jogador cometer uma falta contra um adversário, dentro da própria área penal, que impedir um gol ou uma clara oportunidade de gol do adversário e o árbitro conceder um tiro penal, o jogador infrator será advertido com cartão amarelo, salvo se: a falta for de segurar, puxar ou empurrar; o jogador infrator não tentar jogar a bola, ou quando não houver possibilidade de jogar a bola; a falta for punível só com cartão vermelho, independente da parte do campo em que ocorra (exemplo: falta grave, conduta violenta, etc…).

 

REGRA 14 – O TIRO PENAL
- Detalhamento de quando será aplicado amarelo e em quais casos o árbitro mandará repetir um pênalti ou quando concederá um tiro livre indireto para a equipe defensora por alguma infração cometida pela equipe atacante. Exemplo 1: o pênalti deve ser chutado para frente. Caso um jogador chute para trás, a cobrança não será repetida. O árbitro marcará tiro livre indireto para a equipe defensora e aplicará amarelo para o jogador. Exemplo 2: outro caso importante é que quando o goleiro se adiantar para uma defesa e o árbitro mandar voltar a cobrança, o goleiro deverá ser advertido com cartão amarelo.

Avaliação de elenco

quinta-feira, maio 12th, 2016

 

 

O site globoesporte.com realizou um levantamento dos elencos dos 20 times da Série A.

São dois atletas por posição e uma forma inusitada de avaliar a presença deles nos seus times. Confira como ficou a avaliação da Chapecoense.

Goleiros: Danilo agrega valor e Marcelo Boeck compõe elenco. Zagueiros: Thiego e Rafael Lima compõe elenco, Marcelo irrita a torcida e Neto agrega valor. Lateral direito: Gimenez é sujeito a vaias e Claudio Winck compõe elenco. Lateral esquerdo: Dener e Alan Ruschel agregam valor. Volantes: Cleber Santana e Gil agregam valor, Josimar compõe elenco e Moisés é sujeito a vaias. Meias: Ananias agrega valor e Hyoran compõe elenco. Meias atacantes: Lucas Gomes e Maranhão agregam valor, Rodrigo Andrade compõe elenco e Silvinho está sujeito a vaias. No ataque: Bruno Rangel agrega valor e Kempes compõe elenco.

Nenhum jogador da Chapecoense alcançou os conceitos joga muito e é seleção.

Na verdade poucas equipes tiveram registros de jogadores fora de série.

Na média a Chapecoense foi avaliada na sua realidade, com um elenco médio, com investimento razoável, mas que tem um conjunto hegemônico.

Discordo de algumas avaliações, não muitos, mas gostaria de que os torcedores e leitores realizassem uma comparação dos conceitos com a sua forma de avaliar o elenco da Chapecoense.

Não existe super time na Série A. Nesta temporada não temos um elenco muito acima da média e isso é fator para ficar ainda mais alerta, pois nível ainda mais a competição.

A Chapecoense tem hoje um elenco competitivo, que precisa de reforços, mas que tem concisões e muitas e para realizar uma bonita campanha.

A verdade é que a cada começo de temporada a Chapecoense é avaliada com pouca agregação de valores e ao final dela grandes clubes vem buscar vários jogadores por aqui.

Cinco vezes Chapecoense

domingo, maio 8th, 2016

Chapecoense 1×1 Joinville

 

Um jogo totalmente fora do normal. Veio a chuva na hora do jogo que inundou o gramado e aniquilou o primeiro tempo e ainda teve o gol do Joinville que recolou o adversário no jogo.

A chuva deu uma trégua, o gramado melhorou e o futebol voltou com a Chapecoense muito melhor em campo.

Novamente saiu do banco de reservas o homem que marcaria o gol que definiria o jogo. E só poderia ser ele, Bruno Rangel, com um gol com toda a sua marca de qualidade, tranquilidade, do maior goleador da história da Chapecoense.

Foi campeão aquele time que fez disparado a melhor campanha, que venceu fora de casa, empatou em casa, mas que teve um adversário a sua altura, que valorizou e muito este quinto título da Chapecoense.

Agora Sandro Pallaoro é o primeiro presidente a conquistar dois títulos estaduais e com isso é o maior de todos os comandantes.

Nota dissonante foi a arbitragem da decisão que teve atuações horrorosas de Sandro Meira Ricci e da auxiliar Nadine Bastos. O árbitro autorizou o começo de jogo com o gramado alagado e depois parou o jogo por 10 minutos de forma inexplicável. A Nadine errou no escanteio que originou o gol do Joinville. E Sandro deixou de marcar um pênalti em favor da Chapecoense. Foram muito mal e colocaram em risco a conquista.

Seria uma injustiça gigantesca a Chapecoense não conquistar este título catarinense. A campanha realizada e a forma organizada como tudo foi desenhado não poderia terminar de outra forma.

E a Chapecoense foi ousada, quando no começo da temporada declarou através de sua diretoria que a meta era a conquista do estadual. E assim foi feito.

Nenhum outro time jogou mais do que a Chapecoense.

 

Então vamos para a decisão

sexta-feira, maio 6th, 2016

 

Depois de mais de 90 jogos chegou a hora de fechar a conta e entregar o troféu para o melhor time de Santa Catarina no momento.

Tanto Chapecoense como Joinville se credenciaram para esta final na base do bom futebol.

A Chapecoense realizou um o primeiro turno luxuoso e o Joinville repetiu a dose com quase os mesmos números no returno.

A campanha geral da Chapecoense é melhor e por isso carrega a possibilidade de jogar por dois resultados iguais. Justo.

Com a vitória em Joinville a Chapecoense deu um passo grande em direção a Estátua da Liberdade, mas ainda não lhe permite tomar posse do troféu.

Poder perder por um gol de diferença em uma decisão que será jogada na sua casa é uma boa vantagem, mas ela não pode permitir acomodações.

Pelo que acompanhamos ao longo de toda a semana a Chapecoense está muito focada na decisão e aquela derrota na penúltima rodada do returno, por 3×1, justamente para o Joinville, fez o time abrir seus olhos e olhar o jogo sob uma ótica diferente, mais humilde, mais realista e mesmo carregada de soberba.

Tanto é verdade que no jogo de Joinville, o primeiro da decisão, a Chapecoense jogou muito mais, foi efetiva na marcação e por pouco não trouxe de lá um resultado definitivo.

Certamente a derrota trouxe para o Joinville uma nova visão do momento do futebol catarinense. No jogo de lá me passaram um pouco soberba sim, deixaram transparecer uma sentimento de superioridade, afinal de contas o Joinville vivia uma fase incrível e a Chapecoense afundava nos seus problemas.

A verdade é que o momento do Joinville não era tão incrível assim e os problemas da Chapecoense não eram tão grandes.

Creio que a Chapecoense tem um time mais qualificado, melhor, mas o Joinville também possui qualidades no seu elenco que devem ser respeitadas. Em cada casamata um técnico de qualidade. Os dois sabem armar seus times.

O certo é que domingo tem grito de “é campeão!” na Arena Condá.

Na casa do presidente

quinta-feira, maio 5th, 2016

 

Na quarta-feira transmitimos o programa Debate Esportivo da Rádio Chapecó AM 1330 direto da casa do senhor Arthur Badalotti, o primeiro presidente campeão pela Chapecoense em 1977. A ideia do programa foi do colega Mario Tomasi.

Lá também estiveram outros presidentes, como Carlos Marcon de 1996, Edir de Marco de 2007 e o atual e campeão de 2011, Sandro Pallaoro. Foi um programa de rádio memorável. Os filhos e neto do presidente Arthur também estavam lá e entre uma gelada e um espetinho as histórias eram contadas em detalhes e sempre com um brilho especial no olhar de cada um daqueles que ajudou a contar a trajetória da Chapecoense, que na próxima semana, dia 10 de maio, estará completando 43 anos, tendo 25 presidentes na sua galeria.

Fiquei impressionado com a vitalidade de Arthur Badalotti, que do alto de seus 86 anos de vida esbanja saúde, bom humor e é um bom garfo!

A inevitável história do foguetório de 1996 foi recontada.

As enormes dificuldades de deslocamento de 1977, quando ir a Florianópolis era mais ou menos como ir para outro país.

Os apuros de uma decisão como a de 1996, que foi cancelada devido ao foguetório e realizada quase seis meses depois, com times e técnicos diferentes. Fato que entrou para a história do futebol brasileiro.

Depois de quase fechar as portas ao final de 2005, a retomada em 2006, a conquista da Copa SC e o campeonato de 2007, com direito a banho no lamaçal que se formou no entrono do gramado.

E em 2011, já bem mais organizada, com um nível de profissionalismo grande, galgando espaços importantes no cenário nacional, com Mauro Ovelha no comando que já havia batido na trave quatro vezes e a coroação de um trabalho em franca expansão.

A história precisa ser contada sempre e quando se tem vivos os protagonistas ela ganha em fidelidade e detalhes.

O Debate Esportivo das Rádio Chapecó AM 1330 de quarta-feira 04 de maio de 2016 é acima de tudo um documento histórico.

Foi um privilégio!

Jogar com o regulamento

terça-feira, maio 3rd, 2016

 

Na hora de uma decisão, em qualquer setor da vida, é preciso ter inteligência e jogar com o regulamento a seu favor.

No primeiro jogo da decisão do Campeonato Catarinense de Futebol, a Chapecoense sabia que não poderia sofrer gols. O regulamento lhe possibilita jogar por dois resultados iguais. Taticamente se preparou para neutralizar as principais jogadas do Joinville. Mesmo assim, não deixou de atacar. Teve um gol incrivelmente perdido e outra bola na trave, ambas com conclusões de Lucas Gomes. E do pé dele saiu a bola que se transformou em gol de cabeça de Ananias. A produção defensiva da Chapecoense foi perfeita e a ofensiva foi muito melhor que a do Joinville, que bem marcado, não conseguiu jogar.

Como a decisão ainda não terminou e como o regulamento é o mesmo, creio que a Chapecoense deveria jogar da mesma forma que atuou lá, aqui na Arena Condá.

Ao Joinville cabe sair para o jogo, não existe outra situação. Eles necessitam de dois gols e não podem levar nenhum. A Chapecoense joga pela vitória, pelo empate e por uma derrota de um gol, qualquer que seja o placar.

A Chapecoense não tem a mínima necessidade de se expor, ao passo que o Joinville terá de propor o jogo e isso proporcionará a Chapecoense oportunidades para ampliar ainda mais a vantagem.

A situação não chega a ser totalmente confortável, mas o quadro desenhado mostra que a Chapecoense perde o campeonato apenas para ela mesma.

O tempo é um balizador inexorável. Se o Joinville marcar um gol logo cedo ele entra no jogo, ao passo que se ele não acontecer com brevidade a tensão aumenta.

A Chapecoense marcou em Joinville aos 37 da segunda etapa, que é o mesmo que dar um soco na boca do estomago do seu oponente. Lhe faltará o ar.

A receita já foi apresentada. É só repeti-la.

Novo repertório

segunda-feira, maio 2nd, 2016

Alguns acreditavam que a Chapecoense tinha apenas um jeito de jogar, faceira no meio de campo, com forte atuação pelas alas, uma zaga segura e um ataque que ainda precisava de algo mais.

Veio na crise técnica e pouco sobrou. A zaga vazou, o meio de campo foi envolvido facilmente. O ataque não marcou e o time caiu drasticamente de rendimento.

Já estavam decretando a falência do futebol da Chapecoense, pois afinal de contas os adversários descobriram a forma de jogar do time de Guto Ferreira. Como se a Chapecoense jogasse como um time de Marte.

Não há crise que dure para sempre! A Chapecoense se reuniu, se remontou e o mesmo veneno que havia lhe contaminado foi usado como remédio, mais ou menos como o soro antiofídico.

Depois de levar um baile do Joinville e este ser decretado como o grande time de SC, com um técnico fora de série e um time que sabia jogar, a Chapecoense teve a humildade de mudar sua forma de atuar e no jogo de domingo foi perfeita taticamente, aplicada na marcação e letal em uma bola, exatamente como joga o Joinville, que entrou em campo nervoso e por várias vezes não sabia o que fazer com a bola.

No jogo da volta creio que a Chapecoense não deve mudar a forma de atuar. Deve sim repetir a mesma fórmula, mesmo porque a decisão ainda não está definida.

O técnico Guto Ferreira demonstrou que tem repertório para adaptar seu time as necessidades de um adversário específico. Não é um técnico limitado, bitolado apenas em um mesmo esquema tático.

Daí pode estar surgindo uma nova possibilidade para a Chapecoense. A dinâmica do meio de campo do primeiro turno com a capacidade de marcação do primeiro jogo da final. A Chapecoense mostrou que sabe se adaptar conforme a necessidade.

Uma mão na taça

domingo, maio 1st, 2016

Joinville 0×1 Chapecoense

 

A semana foi repleta de mistérios, de portões fechados e de indicativos de que haveria mudanças na Chapecoense. E houve. Mudanças de nomes, mas principalmente de atitude e de postura tática, perfeita, levando-se em consideração o regulamento do campeonato.

Sabendo que a bola parada e alta é o ponto forte do Joinville a Chapecoense soube neutralizar.

Desde o início do jogo o Joinville se mostrava uma equipe nervosa, errando passes e nitidamente sentindo a mudança de jogo que a Chapecoense propôs. E o Joinville tem sim dificuldades em propor o jogo com a bola rolando.

O gol de Ananias aos 37 minutos da segunda etapa foi prêmio para uma equipe que soube entender a proposta de jogo, soube ler o regulamento e cometeu poucos erros.

A entrega de todo o elenco foi a parte mais determinante nesta vitória. Na entrevista coletiva, Guto Ferreira destacou a aplicação do time, mas pediu pés no chão, sem comemorações antecipadas e uma mobilização forte para o jogo de domingo, em casa.

Um detalhe. O Joinville tem Copa do Brasil no meio de semana e a Chapecoense não, se prepara apenas para o jogo decisivo.

Outro dado interessante. Na sua entrevista coletiva no meio da semana passada, Ananias disse que a Chapecoense precisava de uma novidade. E ela veio em forma de uma Chapecoense marcadora e com ele, Ananias, de cabeça, sabendo que não tem na estatura uma vantagem, marcando um belo gol de cabeça, se antecipando ao zagueiro.

O primeiro passo foi dado e ele foi grande, mas nada está decidido, pois desrespeitar o Joinville seria um grande erro.

A Chapecoense, sua diretoria, sua comissão técnica e seus jogadores sabem disso.

Temos mais 90 minutos pela frente, depois vamos contar a página derradeira desta história.