Arquivo para junho, 2016

Grandes jogos, grandes atuações

terça-feira, junho 14th, 2016

 

A Chapecoense tem marcado a sua presença na Série A do Campeonato Brasileiro por se comportar muito bem frente a times grandes e por não ter protagonizado nenhum fiasco.

Já virou jogo contra o Grêmio em plena Arena em Porto Alegre e massacrou o Inter aqui em Chapecó no inesquecível 5×0. Só para citar a dupla gaúcha.

Em jogos grandes a Chapecoense sempre se comportou bem, teve apoio do seu torcedor e soube impor respeito.

Creio será esta a mesma postura amanhã a noite (quarta-feira às 19:30) contra a boa equipe do Grêmio comandada pelo bom técnico Roger Machado.

O que aponta o noticiário gremista? Para o jogo de hoje, Roger terá uma série de problemas. O capitão Maicon está suspenso pelo terceiro cartão amarelo, e Ramiro não pode atuar por ter sido expulso contra o Fluminense. No setor, porém, o técnico deve contar com o retorno de Walace, que se reapresenta após a eliminação da seleção brasileira na Copa América. No gol, Marcelo Grohe também volta. No ataque, Luan é opção novamente e será titular. É o que escreve Eduardo Moura do globoesporte.com

Outra novidade é Negueba que foi relacionado para o jogo.

O Grêmio optou por um voo charter, que chegou ao final da tarde de ontem em Chapecó e já retorno após o jogo para Porto Alegre. Decisão mais do que correta.

O colega Douglas Dorneles aponta a seguinte escalação da Chapecoense: Danilo; Gimenez, Marcelo, Willian Thiego e Lucas Mineiro; Josimar, Cleber Santana e Hyoran; Lucas Gomes, Bruno Rangel e Silvinho. Desta forma o técnico Guto Ferreira opta pela continuidade, sem realizar nenhuma manobra ou mesmo maiores improvisações, a não ser aquelas já experimentadas.

A maior mudança mesmo deve ser de postura. A dupla de zaga precisa se comunicar melhor. Na ala esquerda o Lucas Mineiro tem a chance da vida. O meio Hyoran recebe uma oportunidade de ouro para se firmar. E Lucas Gomes e Silvinho precisam ser parceiros de Bruno Rangel e colocá-lo na frente do gol adversário o máximo de vezes possível.

A Chapecoense tem se notabilizado nos grandes jogos por grandes atuações. Que assim seja.

Rafael Bastos é o novo reforço

segunda-feira, junho 13th, 2016

 

Desde a semana passada em Chapecó, Rafael Bastos foi apresentado oficialmente na tarde desta segunda-feira (13), na sala de imprensa da Arena Condá.

“Graças a Deus fui muito bem recebido aqui. Onde eu passei, sempre deixei tudo dentro de campo, sempre dei o meu máximo. Lógico que nem sempre a gente vai agradar a todos, porque no futebol é assim, muito dinâmico. Mas uma coisa o torcedor pode ter certeza, o Rafael vai dar 100% para honrar essa camisa. Vai dar o máximo para atingir os objetivos que temos aqui”, declarou o novo meia atacante da Chape.

Rafael Bastos, 31 anos, é carioca, mas foi revelado pelo Bahia, onde se profissionalizou e jogou até 2007. No Brasil, o jogador também atuou pelo Cruzeiro, Vitória e Figueirense. No exterior, Rafael Bastos jogou no Belenenses, Nacional e Braga de Portugal, no Consadole Sapporo do Japão, no Cluj da Romênia, no Al Nassr da Arábia Saudita, no Levski Sofia da Bulgária e no AL Kuwait. O último clube foi o América-MG, onde sagrou-se campeão mineiro de 2016, e estava jogando o Brasileirão desse ano, inclusive marcando um gol contra a Chapecoense na segunda rodada.

Reapresentação

Depois da derrota no último sábado (11) para a Ponte Preta, o grupo da Chapecoense retornou aos treinos nesta segunda à tarde. Os não relacionados e os jogadores que atuaram menos de 45 minutos participaram de um trabalho técnico e tático no CT. Os atletas que jogaram mais de 45 minutos fizeram apenas um trabalho de recuperação na academia.

Nesta terça (14), no período da manhã, o técnico Guto Ferreira fará o único treinamento com todo o grupo visando o jogo contra o tricolor gaúcho. O confronto entre Chapecoense e Grêmio, válido pela 8ª rodada do Brasileirão, está marcado para a quarta-feira (15), às 19h30, na Arena Condá.

 

FOTO E TEXO – ASSESSORIA DE IMPRENSA CHAPECOENSE.

A primeira derrota

domingo, junho 12th, 2016

Ponte Preta 2×1 Chapecoense

E a Chapecoense perdeu seu primeiro jogo na Série A 2016 ao ser derrotada pelo Ponte Preta no Moisés Lucarelli em Campinas com dois gols, um ao final da primeira etapa e outro ao final do jogo, quando parecia que um empate estava encaminhado.

A Ponte Preta mereceu vencer, foi mais efetiva, teve mais oportunidades, construiu um jogo mais qualificado, nada que possa sugerir uma grande atuação, mas na comparação foi mais eficiente.

Creio que faltou pegada para a Chapecoense. Houve mais uma vez desorganização defensiva. A primeiro gol foi de bola alta e com Felipe Azevedo livre para cabecear. Sem marcação.

O segundo gol foi constrangedor, pois Reinaldo aplicou dois lençóis antes de passar a bola. Após boa defesa de Danilo, houve rebote e William Pottker livre chuto para definir o placar.

A Chapecoense esteve abaixo de suas possibilidades e teve problemas no jogo. A lesão de Dener, um estiramento, deu lugar a Lucas Mineiro, que entrou na fogueira e improvisado pouco fez. O técnico Guto Ferreira optou pela entrada de Tiaguinho no lugar de Lucas Gomes que pouco jogou e Tiaguinho foi muito mal. No meio de campo Cleber Santana foi 20% dele mesmo e Hyoran fez uma partida apática, se brilho. O Bruno Rangel não pode fazer, pois não recebeu uma miserável bola em condições de conclusão.

O gol de Arthur Maia foi uma beleza. Chute forte, de fora da área, mostrando uma possibilidade pouco explorada pela Chapecoense. A atuação de Silvinho foi salva pelo passe para o gol. De resto, o Silvinho que conhecemos.

A primeira etapa foi muito fraca tecnicamente. A segunda etapa foi melhor, mas nada que possa elevar o jogo a categoria de bom. Foi apenas razoável.

A primeira derrota veio e com ela algumas contestações mais fortes e até exageradas. Nas vitórias e nas derrotas, nem tudo está certo e nem tudo está errado. A Chapecoense precisa aprender com esta derrota, para uma equipe média, que algumas peças não passam de opções de banco e que é preciso qualificar as alas, melhorar a defesa e acertar o último passe. Desafios normais de um time de futebol.

Após o jogo o técnico Guto Ferreira fez uma leitura muito correta do jogo e isso me deixa mais tranquilo em relação ao futuro, que já tem o Grêmio pela frente na quarta-feira.

Jogo para arriscar um pouco mais

sexta-feira, junho 10th, 2016

 

Na tarde deste sábado a Chapecoense encara a Ponte Preta em Campinas. Jogo às 16 horas no Moisés Lucarelli.

É jogo para a Chapecoense arriscar mais do que o normal, pois a possibilidade de um resultado positivo é real. A Chapecoense tem mais time do que a Ponte Preta. Os números da Chapecoense são melhores e assinalam sim uma superioridade.

Os cuidados devem ser redobrados em relação à atuação da zaga. Nos últimos jogos a Chapecoense sempre saiu perdendo e teve de se esforçar muito para virar o jogo ou empata-lo.

Os retornos de Cléber Santana (foto) e Josimar darão muito mais consistência ao time e a bola vai passar com qualidade no meio de campo.

O goleiro Danilo disse na entrevista coletiva da semana:  Eu esperava esse bom começo, sim, até pelo estadual que a gente fez. Se falasse que a agente não ia perder esses jogos, não diria que ia ocorrer, mas tem que pensar em melhorar. O campeonato é longo. Vai ter oscilações. Tem que criar aquela gordurinha que a gente criou ano passado.

É exatamente isso. A Chapecoense precisa construir o mais rápido possível uma boa base de pontos que lhe possibilite tranquilidade de trabalho, aproveitando o primeiro turno, que é o momento em que as equipes ainda estão se formando, para chegar próximo à marca que evita o rebaixamento e depois ganhar o direito de pensar em passos maiores.

Olho este jogo de hoje com o mesmo olhar daquele contra o Coritiba.  O que a Chapecoense precisa evitar é a atuação inconstante da zaga e seguir firme e decisiva no ataque. Ser mais equilibrada.

Jogo para ganhar a bater na parte alta da tabela.

O momento exige arrojo e será necessários correr riscos, mesmo que calculados.

As teses sobre Hyoran

segunda-feira, junho 6th, 2016

 

Em primeiro lugar a assessoria de imprensa da Chapecoense, ou a do próprio jogador, se é que ele tem alguma, poderiam enviar aos veículos de comunicação uma nota tentando explicar como se pronuncia o nome do rapaz. Erram o nome dele uma barbaridade e isso não é bom para o profissional.

São duas as teses. A primeira é de que Hyoran deve entrar com a bola rolando. Ele rende mais quando entra em campo com os demais já carregando o cansaço de um jogo e desta forma ele ganha na velocidade e seu talento fica mais evidenciado. Sua estrutura física não lhe possibilita a exposição de um jogo inteiro em alto rendimento, apesar da pouca idade.

A segunda tese é a de que ele deve começar os jogos, pois tem talento para isso, deve ser titular da Chapecoense por ser patrimônio do clube em boa parte e seu futebol é de qualidade e não existe no elenco alguém que faça melhor o serviço na faixa de gramado em que atua.

Deixando um pouco as teses de lado, algo que não pode deixar de ser considerado são as qualidades do Hyoran. Gosto quando ele verticaliza o jogo, encara a marcação, se transforma em protagonista, quando bate as faltas com qualidade, ou seja, quando define. O problema que ele ainda oscila muito, não tem a regularidade de outros atletas. Mas tem qualidades sim e não são poucas.

Não sou propriamente um defensor da segunda tese, a de que ele deve entrar com a bola rolando, pois cada jogo tem as suas particularidades, mas os números e a história recente provam que suas participações são mais eficientes e marcantes quando entra no jogo na segunda etapa.

No momento a titularidade de Hyoran se estabelece por uma necessidade devido aos problemas com lesões e suspensões no elenco. Com elenco completo ele fica no banco, por opção do técnico Guto Ferreira, entra com a bola andando e sempre tem sido uma arma potente na construção de bons resultados.

O atleta e cidadão Hyoran está em fase de amadurecimento e crescimento. Está sendo bem cuidado e bem tratado. A Chapecoense lhe dá condições excelentes de trabalho e ele tem retribuído. É uma história em construção. No momento a tese dois é mais forte.

Est Champion: Sub-17 conquista título na França

domingo, junho 5th, 2016

Foram nove dias longe de casa, cinco partidas e a coroação com o título. Desta forma, o sub-17 da Chape em parceria com o Colégio Pedro Maciel, representou o Brasil, e na manhã deste domingo (05), foi campeão da ‘Golden League’ na cidade francesa de Lille.

A decisão foi contra os donos da casa, a França. Com dois gols de Dudu e um de Clauci, a Chape venceu o confronto por 3 a 0 e sacramentou o título.

A conquista da ‘Golden League’ foi de forma invicta. A equipe venceu todos os cincos jogos que disputou, marcando 16 vezes e sofrendo apenas um gol.

O técnico Agnaldo Pereira avaliou a conquista do título. “Premiou a equipe que levou só um gol na competição, tivemos uma grande apresentação hoje e veio pra coroar todo o trabalho que a Chapecoense e o colégio Pedro Maciel realizam. Dando todo o respaldo para fazer um grande trabalho e representar o Brasil”, afirmou.

O diretor das categorias de base, Cezar Dal Piva, ressalta a importância do título para a Chapecoense. “É O primeiro título internacional da base da Chapecoense. É também o resultado de um trabalho que estamos desenvolvendo há quatro anos, desde quando a chapecoense passou a investir pesado na base para desenvolver seus talentos.  Esse título na França é um exemplo de todo esse trabalho e ajuda o clube a manter essa meta de revelar talentos para o próprio time profissional. Esse ano, 11 atletas saíram do grupo da base para o grupo principal. Eles ajudaram durante o catarinense e continuam ajudando a Chapecoense no Campeonato Brasileiro”, salienta.

A equipe volta as atenções para o Campeonato Catarinense. Nesta quinta (09), a Chape encara o Metropolitano, às 15h30, no CT da Água Amarela.

 

Créditos fotos: Foto França e Foto : CBDE

 Fotos What… – Divulgação

 foto capitão ned – Divulgação

Mais um ponto na maratona

domingo, junho 5th, 2016

Chapecoense 0×0 Fluminense

E pouco mais de um mês a Chapecoense realizou a média de um jogo a cada três dias. É muita coisa! E isso que o tal do Bom Senso FC entrou em campo e fez mudar o calendário do futebol nacional.

O desgaste é nítido na equipe e no jogo de sábado à noite a falta de Cleber Santana no meio de campo foi marcante. Sem ele a Chapecoense ficou sem uma referência na conexão e a bola passou pouco pelo meio de campo.

O placar de 0×0 foi apenas reflexo do que as equipes produziram em campo. Houve duas bolas em uma mesma jogada em que o Fluminense teve o que poderia ter sido a bola do jogo, mas Gimenez tirou ela duas vezes antes de carimbar a rede.

O fato inusitado do jogo foi a condição em que o árbitro do jogo, Ricardo Marques Ribeiro, realizou o seu trabalho. A mãe do árbitro, Maria Aparecida Marques Ribeiro, faleceu e estava sendo velada no momento em que ele trabalhava. Foi cremada, ontem, domingo. Não é preciso qualquer tipo de comentário.

Fui para a Arena Condá carregando uma grande expectativa de que teríamos um jogo de muita qualidade técnica, pegada, com as equipes se jogando para o ataque, com Fred infernizando a vida da Chapecoense e com Bruno Rangel sendo o algoz do tricolor das Laranjeiras. Que nada!

Jogo ruim, morno, de baixa produtividade e de duas equipes cansadas devido a maratona de jogos.

O importante é que a Chapecoense pontuou mais uma vez, segue sem saber o que é perder na Série A 2016 e segue colocada em ótimo lugar na tabela de classificação.

Agora uma semana sem jogos no meio e a possibilidade de recuperação do elenco e a volta certa de Cleber Santana após cumprir suspensão.

A campanha segue sendo muito boa e afinal de contas o jogo foi contra o Fluminense e não um qualquer no futebol. Se a Chapecoense não jogou, o Fluminense também não jogou. Jogos em gols, chato e de placar justo.

 

De frente com o Nense

sexta-feira, junho 3rd, 2016

 

Não vejo no Fluminense um grande time, como não encontro em nenhum elenco da Série A algo fora de série.

Mesmo assim, reconheço qualidades no adversário da Chapecoense.

Começo pelo técnico Levir Culpi. Primeiro pela qualidade dele e por considerá-lo o mais completo do Brasil na atualidade. Sua carga de experiência no exterior deu-lhe uma leveza no trato com as pessoas que melhorou seu desempenho na casamata. Gosto dele como profissional. Não o conheço pessoalmente, mas deve ser uma pessoa de boa convivência. Suas entrevistas são sempre muito animadas.

E o outro é Fred. Um grande atacante, jogador de primeira linha e que foi massacrado na Copa do Mundo desastrosa do Brasil, quando o apelidaram de cone. Sinceramente atribuo à falta de respeito tal apelido. Ele pode ter jogado pouco na Copa, mas nela ninguém jogou e foi muito mais estrutural o problema do que individual.

O Fluminense tem um desempenho de oito pontos, um a menos do que a Chapecoense, ou seja, nada que possa apavorar, mas sempre enseja o maior dos respeitos.

É jogo grande, daqueles que merece atenção especial na organização, portanto, merece todo o cuidado dentro dele.

O que chama a atenção do Fluminense é a boa fase de Bruno Rangel. Publicamente eles se referiram ao atacante da Chapecoense.

O técnico da Chapecoense, Guto Ferreira, terá pela frente o desafio de escalar um nome que possa substituir a altura o capitão Cleber Santana, fora pelo terceiro amarelo. Não existe uma peça semelhante no elenco e em assim sendo o time terá de jogar mais, com cada peça contribuindo um pouco mais para que o somatório geral seja satisfatório.

Cuidado nas bolas alçadas na área. Cuidados defensivos redobrados. E no ataque, deixa que o Bruno Rangel resolve, ele precisa apenas receber uma bola boa.

Não existe conversa de freguês, assim como não existe essa conversa de “eu faço dois ou três gols”.

Jogo diferenciado.

O assédio preocupa

quinta-feira, junho 2nd, 2016

Neste final de semana chegaremos a 6ª rodada do campeonato Brasileiro Série A. Até a 7ª rodada a mudança de jogadores entre as equipes é possível e a Chapecoense se mostra preocupada com o assédio sobre seus atletas, devido ao sucesso da campanha neste início de caminhada.

Notadamente Bruno Rangel e Lucas Gomes (foto) estão na berlinda. Suas atuações marcantes e o que fizeram na noite de quarta-feira na Vila Capanema na vitória de 4×3 sobre o Coritiba deixaram os holofotes ainda mais voltados para o elenco da Chapecoense. Outro que se ouve falar é Hyoran.

Não chega a ser um bom problema para se resolver, mas é reflexo sim de uma boa campanha e de atuações individuais de muita qualidade.

A diretoria de futebol da Chapecoense está apenas aguardando as investidas para saber se terá de tomar alguma providência para manter algum jogador.

Eu sou muito contrário a esta janela interna que valoriza investidas financeiras dos grandes contra os pequenos e médios. Muitas vezes os grandes sequer tem dinheiro para investir, mas vão ao mercado, tiram jogadores de outras equipes, não pagam ninguém e fica por isso mesmo.

Assinou um contrato, ele está sacramentado até o final de sua validade, salvo o não pagamento que o tornaria inválido, ou um acordo entre as equipes, sem essa de chegar, pagar a multa e levar na marra um atleta sem o consentimento de uma das partes.

Na entrevista coletiva de quarta-feira, pós jogo, o técnico da Chapecoense, Guto Ferreira, disse que não pensa nisso agora, porque é muita coisa para cuidar. Ele se preocupa, claro e sabe como o mercado funciona.

Ao atleta cabe avaliar e muito bem um rompimento de contrato. A Chapecoense paga em dia e hoje tem uma estrutura de ótimo nível. Algumas vezes a troca ocasiona grandes decepções, pois boa parte dos clubes de futebol brasileiros estão quebrados e não cumprem o que prometem. Para alguns dirigentes, negar a própria assinatura é quase um exercício diário.

Jogo louco e resultado justo

quarta-feira, junho 1st, 2016

Coritiba 3×4 Chapecoense

Jogo de sete gols, com arbitragem temerária, três vezes Bruno Rangel na rede e um passe milimétrico e um golaço de Lucas Gomes.

Uma vitória gigante da Chapecoense, contra um adversário pressionado, em um jogo em que a Chapecoense saiu atrás, virou, sofreu o empate, saltou na frente e deixou encostar no final.

A Chapecoense foi um time de entrega total, focada na sua missão e nitidamente ciente de sua missão.

O interessante que a montanha de gols e toda a proposta ofensiva dos dois lados foi realizada em um gramado inundado por uma insistente chuva que caiu em Curitiba.

Os erros. Olhando todos os lados. A arbitragem foi uma vergonha. O Coritiba exagerou nos erros de passe. E a Chapecoense não teve boa atuação defensiva.

Os acertos. Bruno Rangel marcou três vezes e mostra que a fase é exuberante. O passe e o gol de Lucas Gomes valeram o ingresso e a viagem. E o goleiro Wilson do Coritiba foi responsável por evitar uma goleada que poderia ter sofrido o seu time.

A Chapecoense soma nove pontos em 15 disputados e segue sem saber o que é perder.

Um time que sabe manter a calma nos momentos de pressão, quando o placar é adverso sabe virar o jogo, não se abate, não é desleal e está no rumo certo.

Agora é receber um Fluminense gigante, em um sábado e com certeza com grande público.

Que momento vive a Chapecoense!

Essa vitória sobre o Coritiba serve também para que alguns aprendam a respeitar a Chapecoense e saber que aqui se faz futebol sério e não estamos para brincadeira.