Arquivo para agosto, 2016

Não teve jeito

segunda-feira, agosto 8th, 2016

 

Atlético-MG 3×1 Chapecoense

 

Contra times grandes todos os detalhes devem ser considerados e a Chapecoense errou muito contra o Atlético-MG e pecou a conta da derrota.

Teve um erro de arbitragem, novamente, que não marcou um pênalti para a Chapecoense no começo do jogo, quando o placar estava zerado. Pecado que pode ter sido mortal.

Em seguida o Atlético-MG abriu o marcador e fez mais um no final da etapa inicial o que deu a eles uma vantagem muito grande.

Na segunda etapa a Chapecoense até tentou, mas a falta de qualidade foi a marca, menos com Hyoran, que teve bons momentos no jogo, que pararam todos nas mãos do grande goleiro Victor.

É preciso reconhecer a qualidade do Atlético-MG. Eles estão jogando muita bola. Passes de qualidade, velocidade, um repertório de jogadas impressionante e jogando no Horto eles são quase imbatíveis. Muito bem comandado pelo Marcelo Oliveira.

Os pecados da Chapecoense se deram no setor defensivo. No segundo gol não espanaram a bola e deram um gol para o Robinho marcar.

A ala esquerda defensiva da Chapecoense foi muito mal, seja na defesa e no apoio. Jornada ruim. Pela direita, o mesmo de sempre.

Só que ao final do jogo eu tive que ouvir o técnico interino Almir Domingues, que substituiu o expulso Caio Júnior. Ele disse que o jogo foi equilibrado e que a Chapecoense teve quase a mesma posse de bola e teve até mesmo as mesmas chances. Pode até ser que no levantamento estatístico as números cotem uma história, mas a realidade do jogo é outra.

O Atlético-MG foi melhor em todos os fundamentos e o foi porque tem um elenco mais bem formado e de qualidade incontentável.

Agora é olhar uma semana de trabalho e jogar contra um Internacional que vem tentando se remontar.

Agora vencer virou uma obrigação, não interessando quem está do outro lado.

A boa notícia para a Chapecoense foi que Bruno Rangel voltou a marcar. Quem sabe a má fase tenha chegado ao final.

 

Atores canastrões

sexta-feira, agosto 5th, 2016

 

O futebol, já começa errado dentro de campo.

Jogadores que simulam penalidades, que rolam no gramado como se uma perna lhe fosse arrancada para cavar um expulsão de um colega de trabalho. A ética escoa pelo ralo.

Por exemplo, na entrevista coletiva de Cuca após o empate entre Chapecoense Palmeiras, fruto de um erro gritante de arbitragem, ele disse que o gol da Chapecoense foi irregular, pois Kempes estava impedido na sua visão e que o pênalti mal marcado que originou o empate, fora bem marcado, ou seja, ele inverteu a lógica das coisas. E se fosse o contrário, como ele reagiria?

Os erros de arbitragem acontecem devido a total falta de qualificação desta atividade amadora que decide os destinos de um esporte bilionário. Além disse, boa parte dos árbitros é prepotente. Eles tem mais força de decisão do que o juiz Sérgio Moro. Arrogantes e incompetentes, na sua maioria.

O futebol é um jogo de malandragens baratas, de dissimulação o tempo todo. Além do objetivo de marcar o gol, é preciso prejudicar o oponente se utilizado de subterfúgios, de ações escusas, de artimanhas e estratagemas carregados de maldade.

Importante destacar que nem todos são assim. Um bom exemplo. A entrevista coletiva do técnico da Chapecoense, Caio Júnior, que subiu ainda mais no meu conceito. Foi calmo e sereno na suas avaliações, falou somente a verdade, não ofendeu ninguém e saiu por cima. Ao contrário de Cuca, que foi nojento na sua coletiva, debochado e menosprezou a Chapecoense, a mesma que ele colocou no Ministério do Trabalho quando jogou aqui, ou fez de conta que jogou.

Algumas vezes o futebol espelha exatamente o que é a humanidade. Um agrupamento de seres sem escrúpulos correndo atrás do sucesso, pisando na cabeça de seu semelhante e preocupados apenas com os seus objetivos, sem olhar para a coletividade.

Jogadores e técnicos reclamam que o futebol está corrompido, mas muitos deles semeiam a corrupção em atitudes antidesportivas. Viva os bons e os éticos! Somente eles podem salvar o esporte mais popular do planeta.

A vontade é largar tudo de mão

quinta-feira, agosto 4th, 2016

 

 

Chapecoense 1×1 Palmeiras

 

A Chapecoense controlava o jogo com 1×0 até os 40 minutos da segunda etapa, até que o árbitro Wilton Pereira Sampaio de Goiás marcou um pênalti inexistente. Uma vergonha, uma verdadeira operação. O empate aconteceu com interferência direta de uma arbitragem equivocada.

O Palmeiras não precisa disso. A Chapecoense ganhava o jogo na honestidade, na bola, com uma aplicação impressionante. Mas daí vem o árbitro e inventa uma penalidade. A vontade que tive naquela hora foi de largar tudo, desligar meu microfone e ir embora, pra casa. Me deu nojo de narrar o jogo.

Já tenho mais de 30 anos de profissão e na era do big brother, dos olhares indiscretos em todos os lugar, da total falta de privacidade, um árbitro de futebol tem a cara de pau de marcar algo que não existe.

O cidadão em questão transformou a Arena Condá em um campo de guerra, com confusão na zona mista, confusão nas arquibancadas, revolta por todos os lados e forte atuação da PM. Ele, o árbitro, foi responsável por tudo o que aconteceu na noite de ontem.

Foi um jogo pegado, de muitas oportunidades, que estava se encaminhando para a justa vitória da Chapecoense, mas havia uma pedra no caminho.

Sai da Arena revoltado. Eu não tenho mais paciência para este tipo de situação.

Não é possível aceitar que uma equipe trabalhe uma semana, se esforce para ser prejudicada por uma avaliação equivocada, para não dizer outra coisa.

Mas é como disse o presidente Sandro Pallaoro ao final do jogo. O Brasil está enterrado na lama, nada está livre de situações que prejudicam os bons e valorizam aqueles que não merecem.

A Chapecoense ganhou o jogo, apenas não pode levar dois pontos, apenas um lhe foi entregue.

Vamos aguardar os próximos passos.

 

Jogo para mostrar que a Série A é o nosso lugar

quarta-feira, agosto 3rd, 2016

 

A Chapecoense encara na noite de quinta-feira o Palmeiras, às 21:30, na Arena Condá.

Jogo grande, contra adversário muito qualificado.

É nesses jogos que a Chapecoense precisa provar que a Série A é o seu lugar, por ter um elenco médio, mas muito aplicado, por ser uma associação organizada e que paga as suas contas em dia, por não ter medo de encarar times grandes em grandes estádios e por tudo que aqui está sendo construído.

Os próprios jogadores da Chapecoense, aqueles que almejam dar uma passo maior na sua carreira, devem aproveitar estes jogos para mostrar toda a sua qualidade e abrir os olhos do mercado para o seu futebol.

Um bom exemplo é meu conterrâneo de Ibirubá, Roger Guedes, que jogava no Criciúma, que foi preterido pela dupla Gre-Nal, que foi cega com o seu ótimo futebol, pois ele se aplicou no interior de SC e foi catapultado direto para o Palmeiras. Chegou lá como aposta, pegou a camiseta de titular e não largou mais.

O trabalho de Caio Júnior começa a ganhar forma. O elenco começou a assimilar sem método de trabalho. A Chapecoense teve uma ruptura em seu projeto com a saída de Guto Ferreira e teve de se reinventar. Não é fácil!

O grande mérito do Palmeias de Cuca é forma vertical como atua. Eles vão pra cima mesmo. As jogadas agudas de linha de fundo são muito eficientes. Mesmo com as perdas por lesão e convocação, segue tendo um DNA, um mesmo jeito de jogar. É time que obriga ao adversário ter atenção o tempo todo.

A Chapecoense de Caio Júnior ainda precisa buscar um ponto de equilíbrio, mas já está melhor em relação a ela mesma. Para este jogo as oportunidades não podem ser desperdiçadas, pois ela pode aparecer apenas uma vez.

O combate das alas será preponderante parta estancar o ótimo repertório de jogadas do Palmeiras pelas beiradas do campo.

E um detalhe muito importante. O Palmeiras vem de duas derrotas e precisa dar uma resposta. Eles jogarão pressionados e isso não é bom. Se estivessem um pouco mais relaxados, na liderança, poderia ser melhor.

Na Chapecoense sinto um clima de confiança, após o empate e a boa atuação contra o São Paulo. O time parece ter angariado uma confiança maior e mostrou para ele mesmo que pode mais.

O certo é que nenhum dos dois terá vida fácil.

Realidades financeiras e de investimento muito distantes, mas dentro de campo nada disso faz parte do jogo.

Jogo para provar que a Série A é a casa da Chape!

Que coisa

terça-feira, agosto 2nd, 2016

O futebol e seus exageros. O Palmeiras era líder da Série A e estava sendo cantado em prosa e verso como um time maravilhoso, imbatível, que estava muito acima dos demais e que o campeão da temporada estava ali, instalado no seu lindo estádio e pulverizando seus adversários.

Perdeu para o Atlético-MG em casa por 1×0 e saiu para perder por 3×1 para o Botafogo, em um resultado que pode ser considerado fora do normal no momento.

Daí a casa caiu! Começaram a bater no time, críticas em relação ao seu esquema tático, com três atacantes não funciona mais e o técnico Cuca disse que o time e ele precisam se reinventar.

Pois é nesse clima que o Palmeiras jogará em Chapecó na noite de quinta-feira, às 21:30.

Eu sinceramente acho um exagero todas as colocações feitas após a saída do Palmeiras da liderança. Antes também.

Quando estava na liderança não era imbatível. Quando saiu da ponta não quer dizer decaiu, despencou.

Um fator mexeu com o elenco do Palmeiras.

O atacante Alecsandro, do Palmeiras, foi punido nesta segunda-feira pelo Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) da Federação Paulista de Futebol com dois anos de suspensão após ter sido detectado em exame antidoping na primeira fase do Paulistão. A substância encontrada no organismo do jogador foi a O-Dephenylandarine,

anabolizante, metabólito do Andarine, substância proibida pela Agência Mundial Antidoping (Wada). A defesa vai recorrer da decisão.

O técnico Cuca relacionou 26 jogadores para o jogo de quinta-feira aqui em Chapecó.

Goleiros: Jailson e Vagner.
Laterais: Jean, Egídio, Fabiano, João Pedro e Zé Roberto.
Zagueiros: Roger Carvalho, Thiago Martins e Vitor Hugo.
Volantes: Tchê Tchê, Arouca, Gabriel, Matheus Sales, Rodrigo e Thiago Santos.
Meias: Allione, Cleiton Xavier, Fabrício e Moisés.
Atacantes: Dudu, Erik, Leandro Pereira, Lucas Barrios, Rafael Marques e Róger Guedes.

O trabalho de preparação será finalizado aqui em Chapecó nesta quarta-feira. O Palmeiras tem um grande time, sendo líder ou não.

Ecos de um empate

segunda-feira, agosto 1st, 2016

 

A Chapecoense empatou com o São Paulo no Morumbi em 2×2. Um grande resultado! O que pega no debate é o fato de a Chapecoense ter saído na frente com um 2×0 com a rapidez de um raio. Suportou todo o primeiro tempo, sofreu o gol de desconto logo cedo na segunda etapa e ao final um pênalti, que ocasionou o empate.

Sobre o pênalti eu que escrever algo. Em primeiro lugar que a marcação foi correta, pois a bola bateu no braço de Josimar e chegou e fazer um ângulo de 90º. Não foi intencional, ele estava de olhos fechados, mas de braços abertos e dentro da área. Pênalti! E se fosse um zagueiro do São Paulo, lá na outra área, estaríamos exigindo a marcação? É evidente que sim. Dirigente reclamar faz parte e os atletas da mesma forma, pois eles estão no calor da disputa, agora, cronista esportivo precisa ser isento na análise da regra. Houve uma imprudência que gerou um pênalti, foi azar, mas a irregularidade aconteceu.

Não me venham com a conversa mole de que a marcação se deu pelo estádio lotado e por ser o São Paulo. Sem essa!

Não vão querer começar de novo com a choradeira de que somos os coitadinhos, que somos perseguidos, que contra a Chapecoense tudo e a favor nada e essas besteiras ridículas que ouvimos a cada campeonato.

Se empatar com o São Paulo no Morumbi com 55 mil presentes não é um bom resultado, eu não sei mais nada.

A Chapecoense precisa pontuar e isso foi feito e sob uma pressão gigantesca de um estádio lotado com o maior público da Série A deste ano, com clima de jogo de Libertadores da América e sendo amassada uma segunda etapa inteira. Poderia ter vencido, só não o fez porque errou dois gols, um com Bruno Rangel e outro com Hyoran. Méritos também para o goleiro.

Colocar nas costas da arbitragem o empate é de uma simplicidade que beira a ignorância.

A Chapecoense fez o Morumbi ficar calado com 55 mil dentro dele.

A mesma postura não poderá ser adotada em casa contra o Palmeiras. Primeiro que eles não são adversários diretos, portanto, que se proponha o jogo, com todos os cuidados inerentes que o grande adversário merece, mas sem a menor possibilidade de se colocar no campo de defesa e ficar chamando o time do Cuca.