Arquivo para setembro, 2016

O interessante Fluminense

terça-feira, setembro 13th, 2016

Acompanhei na noite de segunda-feira a vitória do Fluminense por 4×2 sobre a boa equipe do Atlético Mineiro.

O Galo saiu na frente com um baita gol do sempre craque Robinho. Veio à reação na segunda etapa e o Fluminense virou o jogo com facilidade. O gol derradeiro foi de Maranhão, mostrando a qualidade que ele já havia mostrado por aqui.

O que mais me deixou impressionado no Fluminense é a rapidez de transição do meio de campo ao ataque e como eles não perdoam erros da zaga.

Não se trata de um grande time, mas tem eficiência na chegada ao ataque. A zaga fica devendo.

O estádio de Edson Passos é bem acanhado. A iluminação deixa a desejar, tanto que a TV mesmo com toda a tecnologia de hoje, sofre para entregar uma imagem de qualidade. O restante das instalações parecem bastante acanhadas.

Na verdade o Fluminense joga ao melhor estilo do futebol carioca. Joga solto e para frente. Assim como ataca com perspicácia, deixa bons espaços na defesa. Não é um time totalmente equilibrado.

Gosto muito do trabalho do técnico Levir Culpi. Vejo nele um técnico criativo e sem medo de colocar o time para jogar para frente. Tem coragem. Ele sempre fala muito bem em relação a Chapecoense.

Quem jogou muita bola foi Magno Alves, o veterano Magnata. Ele foi o grande comandante da virada e da importante vitória, que colocou o Fluminense na confortável 7ª colocação com 37 pontos e apenas três do G4.

Um time que parecia meio que conformado em lutar para permanecer na elite, que poderia estar longe do grupo de elite, mas que reavivou na competição e que pode e deve sonhar com algo mais importante.

Este será o adversário da Chapecoense, quinta-feira à noite, em Mesquita, na Baixada Fluminense, no estádio Giulitte Coutinho em Edson Passos. Jogo às 19:30.

Conta da verdade

segunda-feira, setembro 12th, 2016

 

A Chapecoense abriu novamente sete pontos da zona de rebaixamento. Conta da verdade, de uma campanha que não é fácil de ser executada, mas em que em momento algum conduziu a Chapecoense para a zona de rebaixamento.

Até aqui é a campanha mais promissora da Chape desde a sua chegada a Série A.

E incrivelmente é a primeira vez que figuramos com um número marcante ruim, o de ter a zaga mais vazada da competição, no momento com 39 gols, mas agora igualada pelo Sport e com a aproximação dos dois últimos, América e Santa Cruz com 38 tentos sofridos.

Outra verdade é que somos, enquanto imprensa e torcedores, muito exigentes. E isso é bom!

A própria diretoria da Chapecoense criou uma organização interna que exige de todos os setores, dentro e fora de campo, uma postura de competição.

A vitória sobre o Coritiba foi de vital importância para uma sequência menos traumática. Nada ainda está resolvido, mas o encaminhamento é positivo.

O próximo compromisso, contra o Fluminense, lá no Rio de Janeiro, em Mesquita, em estádio pequeno como o Giulitte Coutinho, deixa em aberto todas as possibilidades.

Creio ser este um jogo para a Chapecoense arriscar um pouco mais e criar um ambiente diferente daquele que deve esperar o Flu para este jogo.

O técnico Caio Júnior, terá os retornos de Josimar e Ananias que cumpriram suspensão automática.

O certo é que entramos agora em uma faixa que causa ansiedade, pois com a aproximação da faixa de pontos que livra o time do rebaixamento, parece que todos desejam pisar no acelerador. Mas tudo deve ser feito ao seu tempo.

No momento a Chapecoense é a quinta melhor campanha do returno.

A vitória mais importante até aqui

domingo, setembro 11th, 2016

Chapecoense 1×0 Coritiba

 

Não tenho nenhum receio em parecer exagerado, por cravar que a vitória de hoje (domingo) sobre o Coritiba foi a mais importante do ano. Era um jogo limite, que poderia colocar a Chapecoense quase dentro da zona de rebaixamento e com uma sequência de jogos muito forte pela frente. Havia um sentimento de angústia no ar. Um sentimento de que algo ruim pudesse acontecer e uma desconfiança em relação a capacidade do time. A vitória, complicada, difícil, sobre o Coritiba, debelou uma crise que parecia querer se instalar.

O técnico Caio Júnior foi ousado e escalou um ataque com a dupla Bruno Rangel e Kempes. Porém, faltou no meio de campo a ligação capaz de acionar a dupla de frente. Não coloco nas costas do técnico a culpa, mas sim na incapacidade de alguns jogadores que simplesmente não apareceram para o jogo. Foi criado um vácuo de criatividade entre a zaga e os atacantes e a bola não chegava redonda lá na frente. Quando chegou, em uma oportunidade, o gol de fez. Muitas vezes a zaga se obrigava a sair jogando e carregava a bola até a meia cancha de ataque, notadamente com William Thiego. E por várias vezes ele se obrigava a cometer faltas pesadas ou expunha a defesa a situações complicadas.

O que não faltou foi vontade a Chapecoense. A capacidade criativa esteve limitada, mas aplicação houve e isso deve sim ser valorizado.

Duas atuações foram destacadas. O atacante Kempes mais uma vezes mostrou que se esforça acima da média. Tem limitações técnicas, mas tem caráter e veste a camiseta.

E o goleiro Danilo foi gigante. Suas defesas valeram no mínimo uns três gols. Foi peça decisiva na vitória da Chapecoense.

O público foi de pouco mais de 6.000 pessoas. Para um domingo lindo, em manhã de primavera, sem nuvens no céu, o torcedor ficou devendo uma maior participação.

No fechar da conta, o que de mais importante resta é a vitória da Chapecoense e sem sofrer gol.

Seguimos em frente e de cabeça erguida, de pé na patrola!

O embalado Coxa Branca

quinta-feira, setembro 8th, 2016

 

O jogo entre Chapecoense e Coritiba, na manhã de domingo, às 11 horas, ganhou contornos de grande importância. Já era um jogo de atenção especial, mas após a lambada que o Coxa deu no Grêmio, castigando o tricolor com um sonoro 4×0, o olhar deve ser de atenção redobrada sobre o próximo adversário.

Os vazamentos da zaga da Chapecoense precisam ser estancados. A cada final de jogo os zagueiros dizem que não sabem o que está acontecendo e que precisam melhorar, mas a verdade é que a sina continua.

O problema está no conjunto da obra. Não é possível colocar todas as culpas nas costas da dupla de zagueiros. Está na verdade tudo errado no balanço defensivo da Chapecoense, pois se isso não for verdade, porque temos a zaga mais vazada?

Estamos em meados de setembro e ainda estamos debatendo este desgastante tema. Teremos uma solução? Estou perdendo minhas esperanças. A volta de Neto é apontada como uma solução, mas ele foi relacionado para um jogo e desapareceu das listas seguintes, o que me leva a crer que ele não está pronto. Treinando está, mas no jogo a situação é diferente.

Nomes como Josimar, Ananias e Sérgio Manoel precisam dar um tempo. O Biteco não ganha mais vaga nem para carregar as malas. O Alan Ruschel não tem jeito de tirar os chinelos. Está na hora de uma sacudida na turma e de fazer alguns resgatarem o futebol. As nossas alas são um deserto de criatividade nos últimos jogos. Falta força e talento. Já mostraram que podem, mas as últimas apresentações foram lamentáveis.

E a falta de Caio Júnior a beira do gramado é sentida. Sua suspenção tira do time uma vibração importante.

A faixa que separa a Chapecoense da zona de rebaixamento ainda é boa, mas os resultados mais recentes tem mostrado que a turma que luta contra o Z4 tem melhorado.

Portanto, o jogo contra o Coritiba ganhou em importância e dramaticidade frente a interminável fragilidade da nossa zaga. Está na hora de trocar, Caio Júnior!

Instabilidade

quarta-feira, setembro 7th, 2016

Santa Cruz 2×2 Chapecoense

 

A instabilidade da Chapecoense é algo marcante e preocupa sim. A forma como o time oscila em campo, em um mesmo jogo é algo que precisa primeiro ser explicado e depois resolvido.

Contra o Santa Cruz não foi diferente. Começou mal o jogo e em uma bola fez o gol e começou a controlar o jogo. Terminou o primeiro tempo bem e em vantagem.

Veio a segunda etapa e com ele uma atuação horrível da Chapecoense. A entrada de Ananias foi uma lástima. A entrada de Sergio Manoel foi um naufrágio. Para colaborar ainda mais com a constatação o Santa Cruz perdeu seu péssimo zagueiro Luan Pérez. Mas mesmo com a superioridade numérica, a Chapecoense não soube tirar proveito até os 41 minutos da etapa final. Aí veio o pênalti sofrido por kempes, o melhor da Chapecoense em campo e do jogo, para a batida competente de Bruno Rangel.

O empate é importante, soma mais um ponto na caminhada rumo a permanência, mas não é possível levar gols em todos os jogos e levar dois gols de um time tão ruim como esse Santa Cruz. Em jogos da Chapecoense uma coisa é certa, ela vai sofrer gols. Temos a zaga mais vazada da competição e mesmo assim estamos na 11ª colocação.

Nomes importantes do time estiveram abaixo. Começo por Cleber Santana que jogou pouco, passo por Gimenez que foi pouco mais que nada, Dener está amarrado em campo e Lucas Gomes está muito ciscador.

No fim das contas o resultado acabou sendo bom, no contexto geral do jogo, pois jogando o que jogou na segunda etapa, passando sufoco, contra uma equipe ruim como essa do Santa Cruz, acaba sendo algo bom levar para casa um ponto.

O Caio Júnior precisa fazer algo com a zaga. Do jeito que está não dá mais. Pelo lado esquerdo Dener e Felipe Machado não podem jogar juntos. Pelo lado direito Gimenez não marca, é fácil passar por ele. Salva-se William Thiego. O goleiro Danilo fez ontem defesas importantes. O que Josimar erra de passes e engrena contra-ataques é uma grandeza. Ou seja, a instabilidade do time passa toda por aí.

A Chapecoense não conseguiu ganhar do segundo pior time da competição em pontos, porque no futebol ele é pior do que o América-MG.

 

 

 

Seleção e Chapecoense

segunda-feira, setembro 5th, 2016

 

Amanhã tem Seleção Brasileira em campo, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo, jogo em Manaus contra a Colômbia às 21:45.

A conquista da medalha de ouro na Olimpíada deu um novo ânimo aos torcedores. A recente vitória na estreia de Tite no comando reforçou. Agora mais um jogo para entrar na zona de classificação. Que bom que o relacionamento torcedor e Seleção Brasileira está sendo resgatado, pois depende muito disso o sucesso das ações que vem por aí. Uma vitória na noite de hoje será importante não apenas pela tabela, mas muito pela sequência do projeto. Uma derrota pode arrefecer os ânimos.

Sempre gostei do de Tite (foto) como técnico. Muitos o criticam por ele se expressar de forma diferente, ser mais metódico, se utilizando de expressões pouco usuais. Preconceito. A cada dia prova mais e mais o por que é o mais completo de nossos técnicos. Talhado para realizar um trabalho diferenciado.

E sobre a Chapecoense, na quarta-feira será a vez de encarar a novidade da Arena Pernambuco. O time é o Santa Cruz realiza uma campanha muito ruim. Teve uma arrancada arrebatadora, mas foi de desmantelando. Por ser o penúltimo colocado e por ainda ser adversário direto na manutenção na Série A, vencê-los ganha ainda mais importância na chamada sequência de jogos contra adversários diretos. Tecnicamente a Chapecoense precisaria ainda de cinco vitória para alcançar o objetivo de ficar na elite, mas creio que com mais quatro a equação esteja finalizada.

Provável time: Danilo, Gimenez, William Thiego e Felipe Machado e Dener, Josimas, Gil, Cleber Santana e Arthur Maia, com Lucas Gome e Kempes ou Bruno Rangel. Jogo ás 16 horas de quarta-feira, feriado nacional.

Fora de combate estão Caramelo, Hyoran e Martinuccio.

Time tem para encarar a segunda pior campanha da competição. A pressão é deles. A Chapecoense precisa impor seu jogo.

Necessidades urgentes

quinta-feira, setembro 1st, 2016

A Chapecoense está passando por um momento de instabilidade em campo. Nada muito grave, mas correções precisam ser realizadas para evitar dores de cabeça logo na frente.

O maior de todos os problemas está na estrutura defensiva do time. Os gols sofridos deixam a todos em alerta e invariavelmente o time sai perdendo. Muitas vezes busca os resultados, mas a base de muito desgaste. Outras vezes o comprometimento é definitivo.

A volta de Neto (foto) para a zaga pode ser o começo da solução ou da amenização do problema. Ele já está treinando. E se isso acontece é porque está liberado para jogar.

Os erros de passe na meia cancha também preocupam. Cleber Santana gasta a bola, mas Gil e Josimar estão errando muito. São voluntariosos, mas a fase não ajuda.

O ponto de equilíbrio precisa ser encontrado o mais rápido possível.

Não falta vontade ao time. O técnico Caio Júnior se rasga em elogios, vibra com o time, mas a verdade é que nem todas as peças estão encaixadas.

Contra o Cuiabá a Chapecoense em dois jogos teve muitos problemas para sair da marcação, demostrando falta de articulação. Sofreu dois gols, um lá e outro aqui e quase foi desclassificada.

Sem jogo no final de semana, será um momento importante para o técnico Caio Júnior mudar. Na verdade ele até que tentou no jogo de quarta-feira, mas a resposta não foi boa.

Para aumentar o grau de dificuldade a Chapecoense perde dois jogadores por um bom tempo. Sai de cena a qualidade de Martinuccio, pois seu joelho reclamou de cansaço e perde Hyoran que vivia uma fase boa, com uma lesão de ombro.

Contratar? Quem? Na faixa de investimento da Chapecoense não aparece nada de bom.

Se a zaga conseguir se solidificar e se transformar em um setor confiável, 70% dos problemas da Chapecoense estarão resolvidos. Do jeito que está é muito perigoso.