Arquivo para outubro, 2016

Não tem segredo

segunda-feira, outubro 31st, 2016

Não existe uma tese ou uma fórmula capaz de determinar como a Chapecoense deve jogar contra o San Lorenzo.

O negócio é atuar como tem atuado nos últimos três jogos, com muita intensidade de marcação na saída de bola e com forte articulação no meio de campo, mas melhorado as conclusões.

Vitória ou empate será brilhante, mas se perder, é apenas por um gol. O jogo da decisão da vaga para a final será aqui em Chapecó, portanto, é chegar vivo em casa da grande batalha longe dos nossos domínios.

Assisti o jogo do San Lorenzo contra o Palestino do Chile e não enxerguei nada demais. Eles tem sim um pegada forte e muita presença física. O Palestino perdeu na Argentina por 2×0 e isso fez toda a diferença.

O momento da Chapecoense é muito bom.

O time está inteiro, apesar da longa jornada da temporada.

A possibilidade de escalar o time titular contra o Corinthians deu o tom de como o elenco está.

O desgaste existe, é claro, mas vejo a Chapecoense em seu melhor momento na temporada, justamente na perna final do calendário, quando as coisas se decidem e quando muitos estão se arrastando.

O grupo está fechado com a diretoria. A diretoria fixou metas e estabeleceu recompensas. Fisicamente o elenco está maduro e muito bem preparado por profissionais de primeira linha.

A forma como a Chapecoense jogou contra Santos, Júnior e Corinthians não deixa nenhuma dúvida de como todos estão motivados e com foco.

O momento é muito bom!

Um novo desafio

segunda-feira, outubro 31st, 2016

Na quarta-feira será a vez da Chapecoense encarar o San Lorenzo de Almagro, da Argentina, na casa deles, o estádio Pedro Bidegain, mais conhecido como El Nueva Gasómetro, em Buenos Aires.

Estádio inaugurado em dezembro de 1993 e que tem capacidade para 43.963 torcedores. Estádio de propriedade do clube.

O San Lorenzo tem uma história muito interessante.

O San Lorenzo foi fundado em 1 de abril de 1908 no bairro de Almagro, na cidade de Buenos Aires, capital da Argentina, pela iniciativa de um grupo de jovens, incentivados pelo padre salesiano R.P. Lorenzo Massa. As cores escolhidas para seu uniforme foram o azul e o vermelho, que simbolizam o ideal e a luta, e este clube também é conhecido como “El Ciclón”.

Entre as muitas histórias de sua rica existência, destaca-se que em 1947, em excursão pela Europa, ganhou da Espanha em Madri por 6 a 1 e de Portugal em Lisboapor 10 a 4, com o grande time que havia sido campeão argentino um ano antes. O modelo de jogo baseado na passagem constante da bola entre todos os seus jogadores, é a base do futebol europeu hoje, sobretudo com Pep Guardiola, que disse ter se baseado no antigo estilo do San Lorenzo.

O clube participou doze vezes da Taça Libertadores da América sendo o primeiro representante da Argentina na primeira edição do troféu, em 1960, chegando em três delas às semifinais (1960, 1973 e 1988). Além disso, foi o último campeão da Copa Mercosul no ano de 2001 e ganhou a primeira edição da Copa Sul-Americana de futebol, em 2002.

San Lorenzo é o único time argentino que tem saldo positivo nos confrontos contra o Boca Juniors. Além deste rival, faz grandes clássicos contra o River Plate, o Racing Club o Independiente e o clássico contra o Huracán. Em 13 de agosto de 2014, o San Lorenzo de Almagro conquistou a Taça Libertadores, ao vencer em casa, os paraguaios do Nacional por (1 a 0), num gol de Nestor Ortigoza (nascido na Argentina, mas naturalizado paraguaio), depois de ter empatado (1 a 1) no primeiro jogo.

No dia 17 de dezembro de 2014 o San Lorenzo se classificou para a final do Mundial de Clubes da FIFA.

(Fonte: Wikipédia.)

Empate em Itaquera

domingo, outubro 30th, 2016

 

Corinthians 1×1 Chapecoense

 

O técnico da Chapecoense, Caio Júnior, sinalizou que poderia atuar com time reserva ou misto contra o Corinthians, devido aos compromissos do calendário concomitante com a Copa Sul-Americana.

Pronto! Foi o suficiente para que dirigentes do Corinthians, principalmente o técnico Oswaldo Oliveira, mais integrantes da imprensa paulista caíssem de pau em cima da Chape, pois ele poderia desequilibrar o campeonato. Eles creditavam que com time reserva o Corinthians venceria facilmente. Pois o Caio Júnior mandou para campo a mesma equipe que amassou o Júnior Barranquilla e com isso pegou o Oswaldo de calças curtas.

A primeira etapa foi toda da Chapecoense. Faltou a finalização. Na segunda etapa a intensidade caiu e o Corinthians ganhou mais espaço, até a marcação do pênalti, de forma correta. Com o gol parecia que a vitória corintiana era uma questão de tempo, mas mais uma vez a Chapecoense mostrou personalidade e foi pra cima do adversário. Pênalti para a Chape! Bem sinalizado e magistralmente convertido por Bruno Rangel que fez o Cássio se ajoelhar.

O empate no final pareceu justo e bom para a Chapecoense e ruim para o Corinthians.

A parte ridícula da tarde em Itaquera foi a punição branca imposta pela CBF as organizadas do Corinthians. Eles estavam proibidos de acessar a Arena devido a guerra promovida no Maracanã na rodada anterior. Estavam todos eles lá! Apenas sem suas vestimentas tradicionais. E foram veementemente defendidos pela diretoria corintiana que estabeleceu como injustiça a punição, mas não recorreu, pois sabe que foi para inglês ver.

Mais um jogo maduro da Chapecoense, mais um ponto na conta e mais uma demonstração que o elenco chega ao final da temporada voando!

Noite para entrar para a história

terça-feira, outubro 25th, 2016

 

O encontro de quarta-feira entre Chapecoense e Júnior Barranquilla vale uma vaga para a semifinal da Copa Sul-Americana. Se a Chapecoense passar, será um feito inédito para ela e para o futebol de SC.

No jogo de lá o cansaço da viagem, o calor infernal e uma desatenção, marcaram a vitória dos donos da casa. Placar mínimo, totalmente reversível.

O que se ouve na Chapecoense é que o time deverá jogar com a mesma intensidade e agressividade da atuação contra o Santos, mas fazendo a bola entrar. É uma boa comparação.

Um jogo pode ser planejado sob o aspecto tático, organizacional, mas jamais de placar e de quando e se os gols acontecerão, mas marcar um logo cedo seria de grande valia.

O Júnior poupou novamente seu time titular para este jogo, fez uma viagem bem menos complicada do que a Chapecoense, mas também desgastante, pois a distância é grande, porém, ganharam 24 horas no deslocamento.

Na comparação time por time a Chapecoense é mais qualificada do que o Júnior Barranquilla. Me parece mais equilibrada e com conexão melhor entre suas peças.

O Júnior não vive bom momento no campeonato colombiano não apenas por atuar em alguns jogos com time reserva, mas muito também por ser uma equipe frágil tecnicamente.

O campo de jogo no Estádio Metropolitano de Barranquilla tem 110 metros de trave a trave e mais 75 de largura, bem mais do que os 105×68 da Arena Condá, o que vai deixar o jogo com mais contato e certamente eles deverão estranhar isso.

A vantagem do Júnior está no placar mínimo. Em um jogo de 180 minutos está na frente e no intervalo dele. A Chapecoense tem mais um jogo inteiro para virar a conta e tem todos os demais fatores a seu favor.

Se a Chapecoense for efetiva, ganha o jogo, tenho certeza e escreverá mais uma página importante na sua história.

Jogou mais, mas perdeu

domingo, outubro 23rd, 2016

 

Chapecoense 0×1 Santos.

 

Uma bola, um erro de Neto com Danilo, a indefinição e o gol. Isso foi aos três minutos de jogo e foi o ato que determinou a vitória do Santos.

A Chapecoense jogou muito mais o tempo inteiro após o erro, mas a bola não entrou, pois faltou competência na hora do acabamento das jogadas.

O que não faltou foi vontade a Chapecoense, que se entregou até o final com todas as forças. Não faltou coragem ao técnico Caio Júnior que colocou o time pra frente e o fez amassar o Santos. Ele não pode entrar campo e fazer o gol. Fez o que pode e fez bem.

O Santos me decepcionou e muito. Ganhou o jogo, mas não fez muita coisa não.

Na verdade a Chapecoense entregou o gol aos três minutos e depois disso o Santos apenas se defendeu e fez o jogo parar, sem nenhum tipo de cerimonia, sem ter um pingo de vergonha.

Na entrevista coletiva o técnico Caio Júnior disse que ficou surpreso pela forma como o Santos jogou, se retraindo completamente. Todos nos surpreendemos, creio.

Na saída de campo me chamou a atenção a entrevista de Neto, que falou sobre a forma como ele atrasou a bola e como foi a chegada atrasada de Danilo. Ele não assumiu o erro e sequer o dividiu, meio que colocou para o Danilo a responsabilidade.

Foi a primeira vitória do Santos na Arena desde a chegada da Chapecoense na Série A.

Apesar da derrota a Chapecoense segue com a mesma margem de pontos de vantagem para a zona de rebaixamento, sete, e deste forma a turma da confusão está ajudando.

O número mágico segue sendo os 45 pontos, mas a continuar este andamento creio que a faixa de corte deve diminuir.

 

 

 

Resumão de uma aventura

quinta-feira, outubro 20th, 2016

 

Chapecoense pela América

 

Fim de viagem. A Chapecoense atravessou o Brasil, andou pela Colômbia e também pela Bolívia.

Foi parar lá em Barranquilla, mais pelo de Miami do que de casa.

Jogou seus 90 minutos, perdeu por 1×0 volta para casa para uma decisão na quarta-feira, que pode lhe render uma inédita participação na semifinal da Sul-Americana.

A viagem de ida não foi nada fácil. Foram muitas horas entre voos, aduanas e as complicação de uma América do Sul bagunçada.

O cansaço pesou no jogo de lá e precisa ser compreendido.

Acompanhei cada minuto da viagem. Apesar de todos os contratempos da ida o elenco se manteve positivo, concentrado, convivendo bem em um ambiente em que havia pessoas que normalmente não viajam junto, como a imprensa e o prefeito Luciano Buligon e foi levando os desafios da melhor forma possível.

Treinar de verdade não foi possível e isso quebra um planejamento de trabalho que acaba criando um ambiente que já era naturalmente fora do padrão em algo ainda mais desafiador, mas mesmo assim, a Chapecoense teve a bola do jogo para empatar e uma que poderia ter representado a virada. Apesar da derrota o jogo está totalmente em aberto.

Da viagem ficará um a lembrança eterna, Foi a mais longa até aqui da Chapecoense, mas acima de tudo como ela se fez na ida, como tudo se precipitou, não deve acontecer novamente.

A volta, apesar das nove horas de voo, foi bem mais tranquila, então vocês já podem ter uma ideia.

A Chapecoense tem um grupo muito profissional. Suas questões de organização interna estão se modernizando a cada dia. Ferramentas de comunicação estão sendo criadas para afinar a sintonia entre todos os setores da associação.

Obrigado a diretoria que possibilitou que eu e demais colegas pudéssemos acompanhar a viagem e conviver muito de perto com os bastidores da Chapecoense.

Foi um privilégio e um momento marcante da minha carreira.

 

 

Caldeirão

 

Um dos pontos de extremo desgaste para a Chapecoense no jogo de Barranquilla foi o clima.

Que coisa impressionante! É realmente sufocante, difícil até mesmo de respirar.  Para quem joga em alto nível a situação é muito ruim.

Para o cidadão comum, andar pela rua já é um desafio, para quem não está acostumado.

Saiu do banho, o ideal seria voltar para debaixo do chuveiro, mas dá você fica o dia todo lá.

Quando cheguei ao estádio o aplicativo marcava sensação térmica de 42 graus. Na hora do jogo 38 e sempre com umidade do ar muito alta, sempre acima dos 70%

Eu não teria a menor condição de viver por lá. E a temperatura é alta durante as 24 horas. Quando fica frio, cai para 22 graus.

O capeta sentiria desconforto por lá.

 

 

Buzina

 

Aqui em Chapecó quando alguém buzina no transito sem um motivo aparente eu fico incomodado.

Em Barranquilla eles usam a buzina do carro para agradecer, para brigar, para dizer que está passando em cruzamento, para afastar pedestres da via e para tornar a poluição sonora um caos.

É cultural. Taxi tem para todos os lados e gostos, mas a maioria é de péssima qualidade. Razoavelmente baratos, mas velhos e sujos. E dê-lhe buzina!

A cidade fecha cedo na maior parte dela e olha que lá moram quase dois milhões de pessoas, mas os que anda na rua pela noite de carro, buzinam a vontade.

O povo é um espetáculo! Alegre, sorridente, de mulheres bonitas e homens barrigudos, todos muito atenciosos.

Se alguém passa por eles de carro, dá uma buzinada.

Buzina para quem precisa de buzina.

Bip, bip…

 

DE PRIMEIRA

- Chapecoense foi convidada para participar de um torneio no Bahrein. O evento é grande e inclui times da Rússia, Tunísia, Egito e outros lugares.

O evento será realizado em janeiro de 2017 e aí justamente que entra o problema, pois é início de temporada, de preparação e de jogos. Mas o convite foi feito.

 

- O convite chegou na semana passada e ainda está sendo avaliado. Despesas pagas e uma cota de participação, mas a data precisa ser avaliada para que o elenco não tenha nenhum tipo de prejuízo no começo de 2017.

Esses torneios tem tido cada vez mais espaços no começo de ano quando as equipes estão se montando parra a temporada ou estão no meio delas.

 

- O convite balançou, claro, mas precisa realmente de uma análise para saber até que ponto vale a pena no que se refere ao esporte de rendimento. Fosse um pouco mais afastado do calendário de preparação e começo de temporada o convite já estaria aceito e as passagens marcadas. É a Chape pelo mundo!

 

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Ter ido a trabalho parra a Colômbia foi uma experiência muito rica.

Trabalhei bastante, mas valeu a pena. E pela primeira vez fui de narrador, repórter, cinegrafista de facebook e colunista de jornal.

O trabalho nas redes sócias rendeu muito e teve nítido reflexo na audiência do rádio.

Você chega na Colômbia sem saber o que vai encontrar e realiza um trabalho a contendo, isso faz tudo valer a pena.

 

 

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O jogo foi na Colômbia, mas passamos pela Bolívia.

Santa Madre! Em determinados momentos eu acreditava estar no Afeganistão.

É como se você entrasse em uma máquina do tempo e voltasse mais ou menos para os anos 40, mas sem o charme dele.

Como pode um povo viver assim? Como pode um governo atirar sua gente a própria sorte?

Se a tua vida está chata e você tem tudo, visite o interior da Bolívia. Verás que és um injusto ao reclamar da tua vida boa.

Benzeram as traves do Danilo

domingo, outubro 16th, 2016

 

 

Cruzeiro 0×0 Chapecoense

 

Foi um jogo de pressão o tempo inteiro, por parte do Cruzeiro, que o tempo todo rondou a área da Chapecoense. Porém, faltou qualidade ao time de Mano Menezes no último passe e na hora de concluir e ainda teve a trave, por duas vezes, que salvou a Chapecoense.

A sorte esteve ao lado da Chapecoense? Com certeza. Faz parte do jogo.

A bola do jogo esteve uma vez nos pés de Gil e ele acabou errando, acentuando que a fase dele não é boa e já dura um bom tempo.

O caminho das pedras do Cruzeiro vai seguir até perto do final da competição. Tem um elenco interessante, um baita técnico, mas não deu liga. E visivelmente o Cruzeiro sofre de ansiedade aguda.

Para a Chapecoense o resultado foi bom. Muito bom seria vencer, mas de ponto em ponto a Chapecoense está a uma vitória da Série A.

Foi um jogo muito atípico na comparação com os demais nesta temporada.

A Chapecoense foi duramente atacada, o tempo todo e isso exigiu uma atuação de dois nomes de forma mais destacada. Danilo e Neto foram muito bem.

A entrada de Neto na zaga foi um bálsamo para o pior setor desde o início da Série A de 2016.

Seu retorno representa um ganho de qualidade em campo e fora dele o retorno de uma grande liderança, fato destacado pelo técnico Caio Júnior.

O resultado de domingo foi muito bom.

Agora é olhar a Colômbia. Barranquilla e seu Júnior e o jogo de quarta-feira pela Copa Sul-Americana.

Lá estarei para a cobertura do jogo.

Em frente

sexta-feira, outubro 14th, 2016

 

A Chapecoense faz a sua melhor campanha na Série A, nesta que é a sua terceira temporada.

No mesmo período das outras temporadas a Chapecoense tinha menos seis pontos. E isso faz uma diferença gigantesca.

Mesmo assim é preciso seguir em frente na temporada, pois o objetivo ainda precisa ser alcançado e ela pode ainda mais, pois a distancia para o novo G6 é de apenas quatro pontos.

A zona de rebaixamento está mais distante, mas ainda não é matemática a blindagem. Falta pouco.

Já escrevi aqui em outras oportunidades e volto a abordar a questão. A Chapecoense já pode pensar em investimentos um pouco mais arrojados no que se refere à montagem do elenco, contratando nomes mais qualificados, pois com a nova realidade de inserção na Libertadores da América as possibilidades de figurar não somente na primeira página de classificação, mas mais perto da ponta é algo real. Nesta temporada mesmo a Chapecoense ainda tem esta possibilidade. Se tivesse um investimento um pouco maior, tenho certeza que já estaria lá.

O próximo passo será no domingo contra o Cruzeiro. Time grande, mas que nesta temporada não conseguiu se encontrar e corre risco de rebaixamento. Está na 12ª colocação com 37 pontos, quatro a menos que a Chapecoense, ou seja, se ganhar não ultrapassa o Verdão.

Mesmo a contratação de Mano Menezes para o comando técnico não chegou a ser suficiente para uma arrancada forte. Melhorou, mas não como era esperado.

Se a Chapecoense jogar como atuou na segunda etapa contra o Sport, tenho muita fé em uma boa vitória fora de casa.

A pressão é toda do Cruzeiro.

Água Amarela

- Está muito próximo o acerto entre a família Baldissera e a Chapecoense para a aquisição do CT da Água Amarela.

Valores e forma de pagamento já estariam acertados, restando apenas poucos detalhes. É um passo gigantesco para a Chapecoense.

 

- Há pouco tempo seria impossível para a Chapecoense pensar em comprar um terreno de 300 metros quadrados, hoje, pode pensar e efetuar a compra de uma área grande e valorizada, que comporta vários campos de futebol e outras estruturas e isso a poucos KM do centro da cidade.

 

- É mais uma demonstração de competência da diretoria da Chapecoense, que além de não gastar mais do que arrecada, ainda faz caixa para adquirir patrimônio.

Isso deixa quem é sócio e torcedor orgulhoso de fazer parte de uma associação que pensa no futuro.

Para lavar a alma

quarta-feira, outubro 12th, 2016

 

 

Chapecoense 3×0 Sport

 

A Chapecoense estava precisando. Nós todos estávamos precisando. Foi uma vitória para lavar a alma e para encaminhar a missão de permanecer na Série A.

A primeira etapa foi equilibrada até o gol de Thiego no minuto final. Boa bola parada de Cleber Santana e o cabeceio na primeira trave. O gol foi importante não apenas por abrir o placar, mas para levar para o intervalo uma pressão ainda maior sobre o Sport.

E o gol foi mesmo determinante, pois nitidamente o Sport sentiu o golpe e logo cedo a Chapecoense fez o segundo tento com Ananias. Daí para a frente a superioridade foi total da Chape. O Sport se entregou completamente e não teve forças para reagir. O terceiro gol, com Kempes, foi apenas uma consequência da superioridade.

Fiquei negativamente impressionado com o Sport. Um time sem força, sem ambição e que parece estar se entregando ao rebaixamento. Mal escalado por Oswaldo de Oliveira, que hoje se apresenta ao Corinthians.

O Sport tem um orçamento grande, paga bem e em dia, mas não conseguiu montar um elenco de qualidade para a temporada, As individualidades são até interessantes, mas o coletivo não funciona.

A Chapecoense se remontou após as experiências mal sucedidas dos últimos jogos e teve um desempenho muito acima dos mais recentes jogos.

Marcou a saída de bola com eficiência. Teve postura defensiva de time de Série A, provando que a zaga é mesmo Neto e Thiego. A entrada de Alan Ruschel em uma função diferente foi um acerto do técnico. E Ananias justificou a escolha de Caio jogando muito o tempo todo.

A grande virtude de Caio Júnior como técnico foi não inventar. Fez o simples e acertou em cheio nas suas escolhas. Escalou bem e mexeu bem no time.

Foi uma vitória merecida e sem sustos, como a gente gosta!

Mais um passo e o objetivo estará alcançado.

Quem sabe agora a imprensa do Centro do País pare de secar a Chapecoense.

 

O dia, a hora e a vez

domingo, outubro 9th, 2016

 

 

Dia 12 de outubro, quarta-feira, às 11 da manhã, feriado nacional de Nossa senhora Aparecida, data comemorativa ao Dia da Criança será uma manhã para a Chapecoense reencontrar a vitória na Série A e desta forma encaminhar o último ato para sua permanência na elite do nosso futebol.

O que virá depois disso, ficará para depois.

Nada mais importa no momento do que o jogo contra o Sport. Foi isso que captei em contato com dirigentes da Chapecoense.

O momento não é de bater na mesa, de chutar a porta, de soltar gritos de cobranças contra o elenco e a comissão técnica.

O torcedor faça o que bem entender, mas dirigente não!

Chefe que grita, esperneia e acusa apenas os outros pelos fracassos da empresa ou entidade que comanda é um incompetente.

O bom comandante, no momento da crise, chama os seus comandados, coloca na mesa os assuntos a serem tratados, estabelece novas metas, abre a mão se for preciso de algumas convicções e até mesmo de lucros ou recursos, manda embora quem não presta mais para o projeto, se este for o caso e toca em frente.

Quem faz de conta que o problema não existe é um covarde. Quem passa a mão na cabeça é incompetente. Quem grita e anuncia que é ele quem manda é um imbecil!

O coletivo deve ser tratado em conjunto.

Desde os novos tempos da Chapecoense sempre soube que tudo foi tratado as claras e com o máximo de profissionalismo. Não será desta vez que as coisas serão diferentes.

O Sport, que será o adversário de quarta-feira, não é um time qualquer. Faz uma campanha ruim, mas tem sim suas virtudes, afinal de contas eles nos aplicaram a maior das goleadas desde a chegada da Chape à Série A.

Não existe mais espaços para erros. Se a Chapecoense está pressionada, o Sport está ainda mais.

Será o jogo a ser jogado sem olhar para trás ou para a frente. Depois dele sim. Ou se juntam os cacos ou se olha o futuro com outros olhos.

Agora é o Sport e nada mais.