Parece reprise do Vale a Pena Ver de Novo. Neste caso não vale a pena ver, mas enfim.
A liberação da Arena Condá, a cada início de ano, é uma novela que se repete e que deixa sempre a sensação de ser desnecessária e desgastante. E na verdade é exatamente isso.
Nenhuma obra nova foi realizada no local do ano passado para este. O mesmo laudo produzido no ano passado serve para este. Ou seja, era apenas manter aquilo que havia sido feito na temporada anterior e já estaria tudo certo.
Apenas dois estádios estão com pendências. Como sempre a Arena Condá que agora divide atenções com o SESI de Blumenau.
Não se pode mais admitir que a cada ano tenhamos esta exposição desnecessária de Chapecó e da Chapecoense.
Os administradores da Arena precisam ser mais eficientes, menos relapsos e alguém da Chapecoense precisa contribuir.
Tem agente público e funcionário da Chapecoense achando que ainda se levam estas situações no grito. Este tempo já passou faz tempo. Ficam deixando o tempo passar e nos últimos momentos correm como loucos para resolver uma série de situações.
A construção da Arena Condá é um marco para o esporte de Chapecó, porém, muitos erros já foram cometidos e que poderiam ter sido evitados. A ala sul foi uma espécie de cobaia. Erram na altura e no posicionamento. A ala norte já teve erros corrigidos. A forma como a obra se desenvolve deixa a desejar pelo aspecto da organização e limpeza. A construtora responsável poderia ser mais eficiente neste aspecto.
Instalaram uma sala de imprensa em lugar impróprio e sem ventilação. Mais um erro que consome dinheiro público. Realizam pequenas obras sem pesquisar e solicitar a opinião de quem quer que seja e os erros vão se sucedendo.
Tem gente tratando com indolência esta questão das vistorias. E se a liberação não acontecer, quem será responsabilizado?
Estão brincando com coisa muito séria. O presidente da Chapecoense, Sandro Pallaoro, está uma fera, e com razão.
Vamos trabalhar minha gente!
Sem comparações
Alguns gostam de comparar a Arena Condá com outros estádios de SC. Não existe comparação. Cada caso é um caso. Cada realidade exige que medidas diferentes venham a ser tomadas. Existem as regras gerais, mas as especificas e que acabam ganhando destaque.
Quando chega a comitiva responsável pelas vistorias aqui em Chapecó eles já sabem que o relatório vai ser grande e que terão de voltar para a liberação. Quem sabe não seria a hora de surpreendê-los?
As cobranças se acumulam, mas nenhuma delas é exagerada ou de difícil resolução.
Um caso clássico são os famosos tapumes de madeira. A ação do tempo os deixa destruídos. Não é preciso esperar que os policiais militares ou os bombeiros mandem trocá-los. É preciso antecipar as demandas e revolvê-las de uma vez.
Este assunto me irrita profundamente.
Foto: ClicRBS.







