A mesma novelinha

Coluna postada em 18/01/2012 por fernando

Parece reprise do Vale a Pena Ver de Novo. Neste caso não vale a pena ver, mas enfim.

A liberação da Arena Condá, a cada início de ano, é uma novela que se repete e que deixa sempre a sensação de ser desnecessária e desgastante. E na verdade é exatamente isso.

Nenhuma obra nova foi realizada no local do ano passado para este. O mesmo laudo produzido no ano passado serve para este. Ou seja, era apenas manter aquilo que havia sido feito na temporada anterior e já estaria tudo certo.

Apenas dois estádios estão com pendências. Como sempre a Arena Condá que agora divide atenções com o SESI de Blumenau.

Não se pode mais admitir que a cada ano tenhamos esta exposição desnecessária de Chapecó e da Chapecoense.

Os administradores da Arena precisam ser mais eficientes, menos relapsos e alguém da Chapecoense precisa contribuir.

Tem agente público e funcionário da Chapecoense achando que ainda se levam estas situações no grito. Este tempo já passou faz tempo. Ficam deixando o tempo passar e nos últimos momentos correm como loucos para resolver uma série de situações.

A construção da Arena Condá é um marco para o esporte de Chapecó, porém, muitos erros já foram cometidos e que poderiam ter sido evitados. A ala sul foi uma espécie de cobaia. Erram na altura e no posicionamento. A ala norte já teve erros corrigidos. A forma como a obra se desenvolve deixa a desejar pelo aspecto da organização e limpeza. A construtora responsável poderia ser mais eficiente neste aspecto.

Instalaram uma sala de imprensa em lugar impróprio e sem ventilação. Mais um erro que consome dinheiro público. Realizam pequenas obras sem pesquisar e solicitar a opinião de quem quer que seja e os erros vão se sucedendo.

Tem gente tratando com indolência esta questão das vistorias. E se a liberação não acontecer, quem será responsabilizado? 

Estão brincando com coisa muito séria. O presidente da Chapecoense, Sandro Pallaoro, está uma fera, e com razão.

Vamos trabalhar minha gente!

Sem comparações

Alguns gostam de comparar a Arena Condá com outros estádios de SC. Não existe comparação. Cada caso é um caso. Cada realidade exige que medidas diferentes venham a ser tomadas. Existem as regras gerais, mas as especificas e que acabam ganhando destaque.

Quando chega a comitiva responsável pelas vistorias aqui em Chapecó eles já sabem que o relatório vai ser grande e que terão de voltar para a liberação. Quem sabe não seria a hora de surpreendê-los?

As cobranças se acumulam, mas nenhuma delas é exagerada ou de difícil resolução.

Um caso clássico são os famosos tapumes de madeira. A ação do tempo os deixa destruídos. Não é preciso esperar que os policiais militares ou os bombeiros mandem trocá-los. É preciso antecipar as demandas e revolvê-las de uma vez.

Este assunto me irrita profundamente.

 

Foto: ClicRBS.

Voltando a trincheira

Coluna postada em 16/01/2012 por fernando

Após meu período de férias estou de volta a este valorizado espaço para comentar e analisar nosso esporte.

A Chapecoense entra na reta final de preparação para a estréia no Campeonato Catarinense contra o Avaí. Resultados de amistosos e a forma como toda a preparação foi concebida, deixa no ar um sentimento de muita confiança nas possibilidades da Chapecoense para esta temporada.

Nitidamente foi a melhor preparação de todos os integrantes da elite do futebol catarinense. As equipes estão sendo montadas ainda e desta forma cada atleta chega com um condicionamento físico, criando a necessidade de equiparação em busca de um padrão. Isso leva tempo. Como a Chapecoense iniciou sua preparação como muita antecedência existe a tendência de que neste quesito ímpar ela esteja mais bem posicionada.

Na Chapecoense, como sempre, não se fala em conquista estadual. Fala-se em correr por fora.

Posicionamento correto da diretoria. Porém, a meta se acessar a Série B é quase uma lei. O foco está muito voltado para este passo importante e inadiável na vida da Chapecoense. Querer a Chapecoense quer a cerca de três anos subir para a segunda divisão nacional. Faltaram-lhe qualidade e experiência nas oportunidades que se apresentaram. E mesmo assim chegou bastante perto.

Estará a Chapecoense madura para dar este passo? Parece que sim.

Para esta temporada já houve um incremento orçamentário na ordem de 20%. Quando chegar a Série B este mesmo orçamento terá a necessidade de chegar perto dos R$ 10 milhões, ou seja, quase dobar. Como forma de implementar um planejamento adequado para o futuro, espero que este quesito já esteja sendo avaliado.

De resto, vamos para os jogos oficiais, que realmente interessam a todos nós.

Maior visibilidade

Nas andanças de férias conversei com muita gente.

Impressiona positivamente o conhecimento daqueles que acompanham o futebol, sobre a Chapecoense. Esta visibilidade foi alcançada a base de muito trabalho e principalmente conquistas.

Desde 2007 a Chapecoense tem exportado talentos para equipes de ponta e isso tem colaborado neste sentido.

O mais recente tema de debate é a chegada de Douglas Grolli no Grêmio. Seu rendimento nos treinos tem chamado a atenção e o nome da Chapecoense está na berlinda.

 Cada vez mais a Chapecoense deve criar mecanismos para deixar a marca em evidência. Muito já está sendo feito.

Que venha 2012

Coluna postada em 30/12/2011 por fernando

Já vivemos a contagem regressiva para o inicio de mais um Campeonato Catarinense de Futebol e de uma temporada recheada de importantes compromissos para a Chapecoense.

A diretoria já deixou muito claro que a meta principal é acessar a Série B de 2013. Meta esta que já esteve para ser alcançada em duas oportunidades seguidas, mas cada situação ao seu tempo.

Alguns apostam que a Chapecoense não dará ao Catarinão 2012 a importância que sempre deu. Não vejo desta forma.

A eficiência verificada na hora de contratar para a próxima temporada deixa claro que a Chapecoense não vem para brincadeira. Que assim seja.

Todos os anos têm este discurso de que a equipe vem para figurar entre a quarta e a quinta posições no Estadual. É uma forma de se proteger e de evitar que se crie uma expectativa demasiado grande.

Antecipar se uma temporada vai ou não dar certo é apenas exercício de futurologia. Viveremos um ano bissexto e par, que normalmente traz para a Chapecoense dificuldades. Um bom tabu para ser derrubado.

Noto neste trabalho de preparação, além de seriedade, uma boa dose de discrição, que sinceramente me agrada.

Houve uma mudança de foco na contratação de jogadores com uma aposta em clubes de Séries A e B, que não garante sucesso, mas que determina um perfil diferenciado no que se refere à experiência e até mesmo a qualidade.

Resta desejar a todos um Feliz 2012, repleto de projetos realizados e muita saúde e paz. Para a Chapecoense desejo sucesso na concretização do Projeto Série B. Esta meta alcançada representará um marco histórico, um trampolim para sonhos maiores. Felicidades a todos!

 

Chapecoense + Sicom = Parceria

Coluna postada em 26/12/2011 por fernando

Em mais uma demonstração de entendimento entre as forças produtivas de Chapecó, o Sicom, Sindicato do Comércio da Região de Chapecó, assinou com a Chapecoense um convênio para fomentar as categorias de base, na formação de atletas de alto nível e do cidadão, que se não vier a se transformar em um atleta, terá um contato direto com o esporte e com a associação, e desta forma um vinculo importante se estabelece.

Está de parabéns o presidente do Sicom, Ivalberto Tozzo, por mais uma vez ter aberto as portas da entidade e estabelecido uma parceria inteligente com este patrimônio oestino que se chama Chapecoense.

Além de buscar aporte financeiro para as categorias de base, esta nova parceria entre Chapecoense e Sicom aproxima as duas entidades e cria um vinculo com potenciais patrocinadores da equipe principal.

Uma das empresas do presidente Ivalberto e de seu irmão, Ivan Tozzo, é patrocinadora da Chapecoense, através da Tozzo Bebidas com a Água Mineral Schin, considerada a melhor fonte do Brasil. Esta parceria já existe há muitos anos.

Mais uma vez reitero a importância de saber dividir as cargas de patrocínios e manutenção financeira da Chapecoense. Ficar na mão de apenas um grupo ou empresa se torna desgastante e perigoso. Aqui mesmo em Chapecó temos histórias de sucesso calcado na individualidade de investimento que acabaram por se transformar em insucessos após abalos na saúde financeira dos investidores.

A Chapecoense não pode depender de apenas uma pessoa ou uma empresa.

Quando se dividem responsabilidades a carga se torna mais fácil de ser transportada e se constrói uma base muito mais sólida.

A questão da divisão de pontos de vista administrativos e a criação do contraditório já estabelecem marcos reguladores para que o investimento se viabilize.

Em Chapecó os empresários abraçam a Chapecoense e cuidam dela como um patrimônio. Em muitas outras cidades esta mesma classe vira as costas. Mais um ponto diferenciado positivamente para Chapecó

Representação política

Coluna postada em 23/12/2011 por fernando

Senhores diretores da Chapecoense, fiquem atentos para a perda de representatividade política junto a Federação Catarinense de Futebol. Izair Gambatto construiu uma base de relacionamento impecável junto ao presidente Delfin. Seu grupo empresarial patrocinava o site da entidade. Com a saída de Gambatto da diretoria e o rompimento com os atuais diretores, este elo se perdeu.

A Chapecoense está sem representação junto a Federação e isso é muito ruim.

E tem mais! O clima entre o presidente Sandro Pallaoro e o homem do charuto não é dos melhores.

Quando Sandro reclamou, e com toda a razão, daquela arbitragem terrível de Jefferson Schmidt, veio o recado para que Pallaoro parasse com as declarações mais críticas relacionadas à Federação Catarinense de Futebol.

Fiquem atentos senhores diretores. Vocês sabem muito bem a importância de se estar perto do poder, no núcleo das decisões.

Expectativas e esperanças

Coluna postada em 21/12/2011 por fernando

Já está batendo saudades

A Chapecoense vai se montando para a temporada 2012.

Este momento está mais bem organizado do que em temporadas anteriores.

A diretoria da Chapecoense está mais agressiva e entrou no mercado com uma postura diferente, ousando mais nas propostas.

E pela primeira vez a atuação de Cadú Gaúcho está mais livre, pois está tendo a possibilidade de prospectar o mercado com mais liberdade e autonomia.

A Chapecoense segue na política de não apostar em medalhões, no que, aliás, está muito correta, e segue contratando atletas em uma faixa etária baixa, com o perfil de quem precisa se posicionar no mercado.

O próprio técnico escolhido é um nome que busca visibilidade no mercado, ou seja, quer escrever seu nome na história de um clube importante de SC.

Se este time será melhor ou pior do que o modelo vitorioso de 2011 ninguém pode afirmar, mas existe um indicativo bastante positivo.

Amistosos estão definidos e oficializados pela Chapecoense conforme e-mail enviado ontem.

 

1º jogo: 30/12 – 20:00  São Luiz x Chapecoense:  -  Estádio 19 de Outubro.

 

2º jogo: 11/01 – 18:30  Santa Cruz x Chapecoense:  – Estádio dos Plátanos.

 

3º jogo: 14/01 – 18:00  Chapecoense x Ypiranga:  – Arena Condá.

 

Todos bons testes que servirão para avaliar as possibilidades de cada um e principalmente o estágio de preparação física do elenco que está nas mãos do competente Anderson Paixão.

Todos os amistosos seriam realizados fora de Chapecó, mas a diretoria decidiu trazer um deles para casa para que os torcedores tenham a possibilidade de avaliar a equipe. Decisão acertada.

A nova tese definitiva, do momento

Coluna postada em 19/12/2011 por fernando

O jeito de jogar do Barcelona encantou a crônica esportiva brasileira. A maioria se mostra inebriada pela mecânica de jogo do elenco mais fantástico da atualidade.

E é bonito mesmo ver um time jogar como joga este Barcelona. A Laranja Mecânica, seleção holandesa de 1974, jogava de forma semelhante, porém foi vice-campeão na Copa da Alemanha. A seleção brasileira de Telê Santana, 1982, não era tão efetiva, mas jogava lindo demais. Sequer chegou a semifinais. A deslumbrante seleção nacional de 1970 antecipou um jeito de jogar e encantou a todos. Ganhou fácil, pois o resto era o resto.

O Barcelona vive a maturidade de um projeto que veio da base. Nove dos 11 foram formados no clube. Mas, sobretudo, existe um segredo neste encantador time Catalão. Eles jogam simples e enaltecem a coletividade.

Não reclamam. Não se jogam na área. Três ficam na defesa e sete se revezam entre armação, defesa e ataque.

É como se o esquema tático fosse uma roda de bobo.

Quando o adversário pensa em roubar a bola ela já está com outro jogador. Quando o adversário pensa em marcar o atacante, ele se transforma em armador e o ala já está dentro da área para concluir.

Não se monta um esquema deste porte e eficiência com qualquer grupo. É preciso existir uma compreensão fabulosa de que existem os mais e os menos talentosos, mas que todos são importantes.

O Barcelona evita as firulas, as passadas de pé em cima da bola, deixa de lado aquele toque a mais que os habilidosos aplicam pra cima dos menos dotados de técnica. Fica bonito, mas é pouco eficiente na maioria das vezes.

Porque Messi é o melhor do Mundo? Por que é completo. Arranca como nenhum outro. Passa com precisão. Conclui com maestria. Mas nem por isso o Barcelona joga apenas em função dele. Em vários momentos do jogo ele deixa de ser protagonista para ser um coadjuvante.

Querer estudar este time é perda de tempo. A simplicidade norteia o sucesso do Barcelona. É o futebol total!

Todos atacam e defendem com a mesma intensidade.

No Barcelona o jogador se adapta as exigências do clube e não contrário, como na imensa maioria das vezes.

 

 

 

 

Desbravando o Brasil

Coluna postada em 13/12/2011 por fernando

Há pouco tempo a Chapecoense sabia apenas o que era Santa Catarina e nada mais.
Hoje se vê obrigada, e que bom, a desbravar o Brasil em competições nacionais.
As séries D e C têm sido uma experiência interessante. Já estamos cansados deste mundo e queremos subir de posto.
Vem aí mais uma Copa do Brasil e com ela a novidade de jogar no Espírito Santo. O adversário da primeira fase será o São Mateus. Como está mais bem ranqueada, A Chapecoense joga primeiro fora. Passando de fase terá pela frente o Cruzeiro ou o Rio Brando do Acre.
Interessante este primeiro adversário. Uma novidade realmente.
A Copa do Brasil para a Chapecoense representa arrecadação. Sob este aspecto o primeiro adversário é pouco atraente. Já o Cruzeiro é interessante, mas sem o impacto da presença de um Grêmio.
O grande desafio seria passar para a terceira fase, missão nada fácil, mas que a Copa do Brasil gosta de criar umas zebras isso ela gosta!
O que não deve ser esquecido é que este primeiro encontro é um desafio entre campeões estaduais.
O nome completo do primeiro adversário da Copa do Brasil é extenso: Centro Educativo Recreativo Associação Atlética São Mateus. A entidade conta 47 anos de existência. As cores são o azul e o branco.
A cidade foi fundada apenas 44 anos após o descobrimento do Brasil. A população é de cerca de 110 mil habitantes.
A base da economia é a exploração de petróleo.
O apelido assusta: Pit Bull. O estádio é para menos de cinco mil pessoas, apesar do tamanho da cidade.

O Espírito Santo está encaixado entre o Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia e o mar. Vai ser uma viagem interessante, com toda certeza. E mais um detalhe. São Mateus fica mais ao norte do Estado, bem acima da Capital, Vitória.

Números, números, números…

Coluna postada em 12/12/2011 por fernando

Matéria em jornal de circulação estadual mostra uma interessante realidade financeira das equipes da elite do futebol catarinense para a temporada 2012.

Os números me impressionaram.

O Figueirense deve bater nos R$ 42 milhões anuais. Depois aparece o Avaí com orçados R$ 22 milhões. Seguidos de Criciúma com R$ 15 Milhões, Joinville com

R$ 13 milhões e a Chapecoense com R$ 5 milhões anuais.

O segundo pelotão mostra o Marcilio Dias com R$ 1,8 milhão, Atlético de Ibirama com R$ 1 milhão, Metropolitano na faixa dos R$ 920 mil, Camboriú com R$ 800 mil e finalmente o Brusque com R$ 600 mil anuais.

Impressionante como o Figueirense abriu cancha no que se refere à parte financeira. Mesmo com a queda de divisão nacional o Avaí está bem situado. Criciúma e Joinville têm cerca de três vezes o orçamento da Chapecoense, sendo que ambos estão na série nacional que a Chapecoense pretende estar na temporada de 2013. Podemos notar o tamanho do desafio que espera o Verdão. Surpresa positiva é o Marcilio Dias com uma projeção bem otimista comparando com a realidade de anos anteriores. O Atlético de Ibirama, no que pese o potencial, mesmo estando na casa do milhão, evita extrapolar limites. O Metropolitano, por ser de Blumenau, uma potência econômica do Sul do Brasil, deixa a desejar com um orçamento magro em comparação com o potencial da cidade. Camboriú vai lutar com unhas e dentes para se manter e a decepção é o Brusque que este vai penar.

Mesmo assim, a soma de todos os 10 clubes da elite catarinense, chama a atenção pelo crescimento sentido nas últimas temporadas.

Houve uma profissionalização nos cinco maiores, que se distanciam do segundo pelotão, e desta forma consolidam realidades distintas. Méritos para o Figueirense, que não por acaso, fez a campanha que fez nesta temporada na Série A do Campeonato Brasileiro.

Fuxicos e verdades

Coluna postada em 09/12/2011 por fernando

Surgiu a noticia de que o Ipatinga poderia estar desistindo da Série B e desta forma a Chapecoense poderia herdar a vaga.

A cada final de ano surge uma novidade. A matéria apresentada pelo futebolsc.com baseou-se em uma matéria de um jornal, O Diário do Aço, de Ipatinga.

Para chegar à conclusão de que a vaga poderia ficar com a Chapecoense foi apenas uma questão de matemática simples. Sai um, entra outro.

Na verdade os colegas do site vislumbraram uma possibilidade de fechamento de portas do clube, já que os prejuízos se arrastam, a média de público é diminuta e houve ainda a queda para a segunda divisão estadual. Subir para a Série B era uma questão de honra. Subiram e agora se defrontam com a dura realidade de montar uma equipe com poucos recursos. A cota de televisão virá mais na frente.

As declarações do presidente do Ipatinga, Itair Machado, soam mais como um desabafo e uma provocação para que o torcedor do Vale do Aço se mexa e apóie a equipe. Pode ser vista também como uma forma desesperada de encontrar patrocinadores na cidade que banquem a estrutura, ou mesmo fazer como fez o Ituiutaba, hoje Boa Esporte, que trocou de cidade, o que sinceramente eu duvido.

Não adianta nem perder tempo em sonhar como uma vaga ganha.

Na verdade a Chapecoense ainda não está preparada para chegar a Série B. Faltam alguns degraus na escada.

Acompanhamos as dificuldades que existem para compor o elenco para o campeonato catarinense. Se a vaga tivesse sido conquistada dentro de campo já existiria um espírito motivador para que o projeto da Chapecoense 2012 andasse de outra forma.

Esta declaração do presidente do Ipatinga é apenas um balão de ensaio, uma provocação do tipo “ou me ajudam ou fechamos as portas”.

Ipatinga é uma potência industrial. Tem um estádio espetacular. Resta saber qual o motivo que leva o torcedor a este desanimo. Muito provavelmente a campanha estadual que levou ao rebaixamento. Quem sabe lá, como aqui, o que motiva mais é o campeonato estadual.

A Chapecoense vai de Série C em 2012 e nada mais.

Será melhor subir dentro de campo, para que não fiquemos ouvindo acusações de que entramos pela porta dos fundos.