O Figueirense é festejado como o grande clube de SC, seja pelo futebol apresentado no momento ou por sua condição de legítimo representante na Séria A do futebol brasileiro.
Merece o reconhecimento, não resta a menor dúvida. Os planos para o futuro são promissores, com a construção de uma arena e a meta de ser o terceiro clube mais importante do Sul do Brasil.
Porém, é preciso olhar atentamente a tabela de classificação geral do Campeonato Catarinense.
Lá está gravado que a liderança é do Figueirense com 34 pontos e logo em seguida está a Chapecoense com seus 30 pontos, a frente do Joinville, Criciúma e Avaí, pela ordem.
Por uma questão de justiça é preciso que se reconheça a obra bem realizada, o esforço empregado e os resultados muito positivos construídos no futebol profissional de SC a partir de Chapecó.
Quando leio ou escuto a expressão: – Se alguém achava que a Chapecoense estava morta na competição que trate de rever seus conceitos!
Somente uma pessoa mal intencionada ou mesmo desprovida de um mínimo de inteligência poderia ter a leitura de que a Chapecoense estivesse morta ou algo parecido.
A Chapecoense saiu do G4 apenas uma única vez desde o início, somente este fator já determina que mesmo com altos e baixos a Chapecoense sempre esteve presente no grupo que poderia se classificar.
É preciso que se reconheça esta virtude. É imperioso que se deixa de lado leituras ufanistas que remetam a Chapecoense a um guerreiro que trava lutas solitárias e as vence com enormes dificuldades. Assim como a criação daquela imagem de coitado e humilde que como um Don Quixote trava lutas inglórias contra os Moinhos de Vento.
Aqui se faz futebol de qualidade, com erros a acertos, mas que caminha na velocidade do desenvolvimento da cidade.
A Chapecoense nada mais é do que um espelho da sua gente, não interessando raça, credo ou potencial econômico.
A Chapecoense não é vice-líder por acaso. Chegou lá graças a muito trabalho e seriedade.


